*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.
No Vale do Paranhana, Parobé registrou o segundo feminicídio desta terça-feira (7) no Rio Grande do Sul. A baiana Ana Beatriz Fernandes da Rocha, de 20 anos, foi morta a facadas pelo companheiro no bairro Guarani. Após fuga, Gabriel de Freitas, 32, acabou localizado e preso em Glorinha cerca de duas horas depois de cometer o crime, por volta das 13 horas.
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Foto: Bruno Morais/GES-Especial
Responsável pela investigação do caso, o delegado de Parobé, Francisco Leitão, afirmou que não havia qualquer medida solicitada por parte da vítima em desfavor do suspeito. No entanto, o relacionamento era instável.
“Temos informações prévias de que o casal tinha algumas desavenças, que sempre discutia, terminava e voltava. Recebemos a informação de que durante um destes términos, a vítima teria se relacionado com outra pessoa. O suspeito teria tomado conhecimento disso, então a motivação provavelmente é um crime passional, por conta dos ciúmes.”
A investigação segue pelos próximos dias para colher depoimentos de familiares e moradores que presenciaram o crime. “A partir de agora, será realizado o flagrante do suspeito, com pedido de conversão em prisão preventiva. Também está sendo realizado oitivas de pessoas que estavam próximas, [como] vizinhos, e também [serão colhidos] depoimentos de parentes para conseguirmos elucidar melhor os fatos”, explica.
Relação aparentemente normal
Sem se identificar, um vizinho do casal informou que jamais presenciou qualquer tipo de desavença, briga ou discussão.
Apesar da falta de proximidade com vítima e agressor, ele descreveu surpresa ao receber a notícia de que a vizinha, Ana Beatriz, foi morta pelo companheiro. Ninguém da família estava em casa no momento do crime.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
Suspeito tinha antecedentes por perseguição
Conforme o delegado Leitão, Freitas possuía registro criminal de um antigo relacionamento. “A única que ele possui pretérita é com uma outra companheira, de perseguição, que é no cenário de violência doméstica”, informa.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
O espaço está aberto para manifestação de Freitas.
27 casos de feminicídio no RS
Com este caso, o Rio Grande do Sul chega a 27 feminicídios em 2026. Na região, outra ocorrência havia sido registrada em Novo Hamburgo nesta terça, vitimando Veridiana de Barros Alves, 43.

Foto: Grupo Sinos
Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher
Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.