*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.
A mulher morta pelo companheiro em Novo Hamburgo foi identificada como Veridiana de Barros Alves, de 43 anos. O autor confesso do feminicídio é Rudinei Vieira da Silva, 32.
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O crime veio à tona na manhã desta terça-feira (7), quando o homem procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo e confessou ter matado a companheira dentro da residência onde viviam, na esquina da Rua das Quaresmeiras com Estrada Boa Saúde, no bairro Boa Saúde.

Foto: Arquivo pessoal
A partir da informação, a Polícia Civil, com apoio da Brigada Militar, foi até o endereço e encontrou Veridiana caída no quarto, já sem vida.
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Silva informou à Polícia que matou a companheira por estrangulamento. A versão, no entanto, ainda será apurada pela investigação. Até porque, conforme o delegado Alexandre Quintão, a perícia identificou uma perfuração de faca no pescoço da vítima.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Mãe mandou filho se entregar
Um irmão de Rudinei Vieira da Silva, que pediu para não ter o nome divulgado, esteve no local do crime e disse que, antes de se apresentar à Polícia, o autor confesso teria ligado para a mãe, que mora em Santa Rosa, e confessado o crime. Foi ela quem mandou o filho se entregar à Polícia Civil.
O homem foi autuado em flagrante e permanece preso na DPPA de Novo Hamburgo, antes de ser encaminhado para um presídio.
Veridiana e Silva mantinham um relacionamento há pelo menos seis anos. O casal não tinha filhos em comum, mas a vítima era mãe de duas crianças, um menino e uma menina, de um relacionamento anterior.
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Vizinhos relataram às autoridades que o casal morava há cerca de dois meses no local e que, nesse período, não ouviram discussões ou conflitos. Também não havia registros de ocorrências de violência doméstica nem medida protetiva solicitada pela vítima.
Por volta das 10h30, equipes da perícia estiveram na residência para realizar o levantamento técnico que deve auxiliar na apuração das circunstâncias do crime.
O espaço está aberto para manifestação da defesa de Silva.
Segundo feminicídio em Novo Hamburgo neste ano
O primeiro feminicídio no município em 2026 foi o de Karizele de Oliveira Senna, 30, morta a facadas dentro da própria casa, no bairro Industrial, na madrugada de 24 de janeiro. O agressor, Kelvyn Luan Tavares Nunes, 31, companheiro da vítima, fugiu do local, mas se entregou após mais de 20 horas foragido.
O crime foi presenciado por uma adolescente de 13 anos e uma bebê de 9 meses. O inquérito apontou que o feminicídio foi motivado por ciúmes.
Com a morte de Veridiana, o Estado chega a 26 casos de feminicídio em 2026.

Foto: Grupo Sinos
Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher
Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.