A Polícia Civil cumpre, nesta sexta-feira (7), dois mandados de prisão preventiva contra homens ligados à quadrilha que tentou extorquir um empresário do Vale do Sinos exigindo R$ 300 mil de “pedágio”, além de pagamentos mensais de R$ 5 mil para evitar que o estabelecimento fosse alvo de roubos, incêndios ou outro tipo de ataque.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Os alvos são o gerente do tráfico de drogas na Vila Marisol, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, e um comparsa apontado como o homem que deu tiros contra a empresa da vítima, em Campo Bom, no dia 1º de outubro. O ataque foi uma forma de retaliação e intimidação após o empresário não ceder a pressão e pagar o valor exigido pela facção.
Segundo o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo, o homem identificado como gerente do tráfico era o responsável por enviar mensagens e fazer ligações telefônicas à vítima, com ameaças e cobranças. Já o segundo preso foi confirmado, a partir de novas provas, como o autor dos tiros que atingiram a fachada da empresa.
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Essa ação marca o fechamento da 9ª fase da Operação Tímeo, que foi deflagrada originalmente em 24 de outubro e resultou, na ocasião, na prisão de três integrantes da mesma quadrilha. Após a primeira operação, a Polícia conseguiu confirmar a identidade dos novos alvos por meio da análise de telefones, chips e registros apreendidos.
“Esses dois indivíduos completam o grupo responsável pelas extorsões e pelos disparos. Um deles é traficante já conhecido da Polícia, e o outro era usado pela quadrilha para executar os ataques, como forma de pressionar quem não aceitava pagar”, explicou o delegado Ayrton Martins.
O delegado confirmou que o gerente do tráfico já havia sido indiciado pela 3ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, sendo considerado figura-chave no controle de pontos de venda na Vila Marisol. Ambos os presos possuem antecedentes criminais e são apontados como membros ativos da mesma facção investigada desde o início da operação.
Com as novas prisões, a Polícia Civil encerra a 9ª fase da Operação Tímeo com todos os envolvidos no caso identificados e presos. A ofensiva teve o apoio de delegacias de diversas cidades do Vale do Sinos e reforça o esforço da Draco em coibir o financiamento do crime organizado por meio de extorsões e ameaças a empresários da região.
Empresário não cedeu e procurou a Polícia
O caso veio à tona após o empresário, morador de Campo Bom, procurar a Polícia Civil no início de outubro. Ele relatou ter recebido ligações e mensagens de criminosos exigindo o pagamento de R$ 300 mil, seguidas de ameaças de morte e ataques caso o valor não fosse pago.
No dia 1º de outubro, um dos integrantes da quadrilha foi até a frente da empresa da vítima e disparou diversas vezes contra o prédio, ação registrada por câmeras de segurança. O episódio marcou o início da investigação, conduzida pela Draco de São Leopoldo, que rapidamente identificou e prendeu os principais envolvidos.