Foi concluída com 100% de êxito a operação desencadeada nesta sexta-feira (24) pela Polícia Civil contra o grupo criminoso responsável por aterrorizar um empresário do Vale do Sinos. Os suspeitos exigiram o pagamento de R$ 300 mil de “pedágio”, além de uma mensalidade de R$ 5 mil, para que o estabelecimento da vítima não fosse alvo de roubos, incêndios ou ataques armados.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Os três alvos da investigação foram presos em Novo Hamburgo durante a ofensiva coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo, com apoio de outras delegacias do Vale do Sinos.
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Dois deles foram capturados na Vila Marisol, no bairro Canudos, sendo um na Rua Cinco e outro na Rua Angelo Bassani, e o terceiro foi preso na Rua Assunción, no bairro Santo Afonso. Contra os três, havia mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça.
Durante a operação, os policiais também encontraram porções de maconha e cocaína na casa de um dos investigados, que acabou autuado em flagrante por tráfico de drogas. Segundo as autoridades, esse mesmo homem foi o autor dos tiros disparados contra a empresa da vítima, em Campo Bom, na noite do dia 1º de outubro, ação registrada por câmeras de segurança e usada para identificar os envolvidos.
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Esse ataque foi uma forma de intimidação, após o empresário se recusar a pagar o valor exigido pela facção. A investigação apurou ainda que o grupo vinha ameaçando outros empresários da região e planejava novas extorsões.
Delegado estimula vítimas a procurarem a Polícia
O delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, titular da Draco de São Leopoldo, ressaltou que as extorsões foram consumadas a partir do momento em que os valores foram exigidos, e destacou que o sucesso da operação se deve também à colaboração das vítimas.
“A partir do momento em que se exigiu R$ 300 mil e mensalidades fixas, houve a consumação dos delitos. Estamos falando de várias extorsões, não de um fato isolado”, afirma.
Martins explicou ainda que um dos locais vistoriados, uma loja de celulares, era usada para movimentar recursos das extorsões. Ele reforçou que a Draco e demais delegacias do Vale do Sinos estão atuando de forma conjunta para coibir esse tipo de crime, que serve de base para o financiamento de facções.
“Nosso trabalho é cortar a fonte de financiamento do crime organizado. E reforçamos o pedido para que as vítimas procurem a delegacia mais próxima. O sigilo é garantido e a colaboração é fundamental para que possamos seguir prendendo esses indivíduos”, conclui.