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EXTORSÃO

GOLPE DOS NUDES: Homem da região é alvo de operação do Ministério Público

Suspeito já usa tornozeleira eletrônica e responde a processo criminal por tentativa de homicídio e outros delitos

Publicado em: 27/05/2025 às 12h:40 Última atualização: 27/05/2025 às 16h:59
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Procurador-geral de Justiça do Estado, promotores, juízes e policiais civis e militares. Esses eram alguns servidores públicos que um golpista de Gravataí, na região metropolitana, se fazia passar para extorquir vítimas na internet. Ele foi alvo da “Operação Verdade Nua”, deflagrada pelo Ministério Público nesta terça-feira (27).

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Operação Verdade Nua ocorreu nesta terça-feira | abc+



Operação Verdade Nua ocorreu nesta terça-feira

Foto: Cid Martins/GABCOM/MPRS

O método utilizado é conhecido: o golpe dos nudes. Inicialmente, o criminoso se passa por um adolescente interessado na troca de fotos íntimas nas redes sociais. Depois, ele ou algum comparsa se passou por autoridade da área jurídica – após supostamente ter sido acionado pela família – para tomar medidas cabíveis, por envolver um menor de idade.

No entanto, essa mesma “autoridade” também oferecia um acordo ao exigir dinheiro com o objetivo de não levar a investigação adiante e até para realizar um tratamento psicológico do suposto adolescente.

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No caso que desencadeou a operação, a vítima, que é do Sergipe, desconfiou do golpe pelo telefone dos golpistas ter o DDD 51. Ele optou por não pagar os valores exigidos pelos golpistas e acionou o MPRS.

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De posse destas informações e por meio de autorização judicial, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Gravataí, com apoio da Brigada Militar e do Tobias, cão farejador que atua pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRS.

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Ainda sobre as ordens judiciais, também foram autorizadas a quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático, bem como deferidos os bloqueios de contas bancárias e chaves pix utilizadas para golpes por parte do criminoso. Ele usa tornozeleira eletrônica e já responde a processo criminal por tentativa de homicídio e outros delitos.

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A promotora Maristela Schneider alerta que esta ação também tem como objetivo mostrar que os golpistas estão usando nomes de autoridades e também busca identificar mais vítimas, bem como, a participação de outros envolvidos no golpe.

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“Neste caso que apuramos, os investigados usaram o nome do procurador-geral de Justiça do Estado, mas já se fizeram passar também por policiais civis e militares, juízes e até outros promotores de Justiça”, destaca Maristela.

Ela ainda alerta que “autoridades não entram em contato exigindo dinheiro de pessoas, até porque isso também configura crime e deve ser denunciado”.

Conforme a promotora, o investigado tem 23 anos, e a vítima que denunciou o caso ao MPRS, 25 anos. “O golpista, se passando pelo procurador-geral de Justiça, pediu inicialmente R$ 3 mil para não liberar as fotos íntimas enviadas e interromper a investigação. Ele iria pedir mais, mas a vítima desconfiou e denunciou”, contou Maristela

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Golpe dos nudes

Criminoso de Gravataí agiu como se fosse um adolescente: neste caso apurado pelo GAECO, após o golpista acionar uma vítima e manter contato inicial pelo Instagram, trocou números de telefones com a vítima e ambos passaram a conversar pelo WhatsApp para dar início a contatos com maior intimidade. A vítima até chegou a desconfiar inicialmente, mas logo passou a trocar fotos íntimas com o suposto adolescente.

Criminoso, usando outro telefone, agiu como se fosse uma autoridade: depois dos contatos como se fosse um menor e de posse das imagens, o criminoso ou até mesmo um comparsa deu início à extorsão.

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O golpista entrou em contato com a vítima dizendo ser o procurador-geral de Justiça e que foi alertado pela família do suposto adolescente. O objetivo da autoridade, que na verdade é um golpista, foi dizer que a vítima estava cometendo um crime ao trocar nudes com um menor de idade.

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Como a vítima desconfiou e suspeitou ser um golpe, o criminoso, se passando pelo procurador-geral, disse que iria tomar providências na área criminal, mas, para evitar maiores danos, propôs pagamento de determinado valor para não adotar medidas cabíveis e para não divulgar as fotos íntimas. Como a vítima percebeu ser um golpe, a conversa terminou e o MPRS foi acionado.

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Como evitar

  • Antes de tudo, lembrar que pedofilia é crime, mas, sempre ficar alerta para não iniciar conversas com perfis desconhecidos, evitar a troca de nudes e não fazer transferência de valores para desconhecidos.
  • Analisar o perfil e desconfiar se ele tiver poucos contatos ou informações pessoais, além disso, ficar alerta a flertes exagerados e a pedidos rápidos para troca de fotos íntimas.
  • Se já estiver mantendo contato com alguém desconhecido, solicitar videochamadas e, se possível, pedir um documento.
  • Tentar marcar um encontro em local público para ver se a pessoa aceita, já que um golpista irá evitar isso.

*com informações de www.mprs.mp.br

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