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EXTORSÃO E VIOLÊNCIA

Grupo responsável por sequestros, incluindo o de mãe e filha em Canoas, é alvo da Polícia

Organização criminosa também causava terror à comunidade colombiana que vive no município da região metropolitana

Publicado em: 05/06/2025 às 11h:11 Última atualização: 05/06/2025 às 11h:14
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Sequestros, extorsões e tortura eram praticados por um grupo que é investigado pela Polícia Civil. A organização criminosa foi a responsável por sequestrar mãe e filha em abril deste ano. Um mês antes, os criminosos arrebataram um motoboy de 32 anos em Sapucaia do Sul. Além disso, a investigação aponta que o grupo causava terror à comunidade colombiana que vive em Canoas

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Grupo resposável por sequestros, incluindo o de mãe e filha em Canoas, é alvo da Polícia | abc+



Grupo resposável por sequestros, incluindo o de mãe e filha em Canoas, é alvo da Polícia

Foto: Polícia Civil

A delegada Isadora Galian, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), afirma que a operação Cifra Oculta cumpriu
ordens judiciais contra os investigados nesta quinta-feira (5). 

LEIA TAMBÉM: Casal de influenciadores volta a ser preso em Canoas 

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Grupo resposável por sequestros, incluindo o de mãe e filha em Canoas, é alvo da Polícia

Foto: Polícia Civil

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária
contra os integrantes da organização criminosa. Até as 10h45, quatro foram presos.

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Além disso, foram cumpridos dezoito mandados de busca e apreensão, com o objetivo de apreender armas, veículos e equipamentos utilizados nos crimes.

Grupo responsável por sequestros, incluindo o de mãe e filha em Canoas, é alvo da Polícia

Motoboy torturado

No dia 7 de março de 2025, o motoboy foi sequestrado enquanto realizava uma cobrança em Sapucaia do Sul. A vítima foi abordada por homens armados, ao estacionar sua motocicleta, e levada para um cativeiro. Durante o tempo em que permaneceu refém, sofreu agressões físicas, com coronhadas na cabeça e no rosto, e foi mantida acorrentada sob constante ameaça.

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Os criminosos usaram o próprio celular da vítima para fazer contato com seus empregadores e familiares, exigindo valores entre R$ 30 mil e R$ 50 mil para sua liberação. Para comprovar as ameaças, enviaram vídeos chocantes mostrando o refém acorrentado e sob mira de armas.

Após receberem transferências, via Pix, no valor total de aproximadamente R$ 2 mil reais, o motoboy foi libertado. Porém, os criminosos permaneceram com sua motocicleta Honda CG 150, que posteriormente foi oferecida para venda em plataformas on-line.

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Sequestro de mãe e filha em Canoas

No dia 28 de abril de 2025, a mesma organização criminosa sequestrou um empresário e seus familiares –a esposa e a filha de 13 anos – em Canoas. Eles abordaram as vítimas em sua própria residência, usando máscaras e roupas camufladas, e as levaram para o mesmo cativeiro usado no crime anterior. Desta vez, exigiram R$ 500 mil, conseguindo extorquir R$ 200 mil.

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Colombiano atraído com suposto empréstimo

Em outro caso, em 2 de abril de 2025, um colombiano foi atraído em Esteio com uma promessa de empréstimo financeiro. Ao chegar ao endereço indicado, foi sequestrado por quatro criminosos e levado para uma área de mata, onde foi torturado.

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Durante o período em que esteve no cativeiro, os sequestradores apontaram arma de fogo para a
boca da vítima, ameaçando matá-la caso não colaborasse. Os criminosos exigiram inicialmente R$
20 mil. Por fim, forçaram a vítima a solicitar que sua esposa transferisse R$ 5 mil, via Pix, para contas controladas pelo grupo.

Além do dinheiro, também foram subtraídos da vítima uma motocicleta e dois celulares,
que os criminosos continuaram usando após o crime para solicitar pagamentos dos clientes da
vítima e usar aplicativos de transporte.

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Um dia depois do crime, dois suspeitos foram presos em Sapucaia do Sul. Com eles, estavam os celulares da vítima.

Grupo tem estrutura bem definida, diz Polícia

“A investigação revelou ainda que a organização possui uma estrutura bem definida, com divisão
clara de funções entre seus membros. Alguns são responsáveis pela abordagem e contenção das
vítimas, outros pela vigilância do cativeiro, e há ainda aqueles especializados nas negociações e no
recebimento dos valores extorquidos”, diz a delegada. Os criminosos selecionavam previamente vítimas com poder aquisitivo.

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