A Polícia Civil confirmou que o homem baleado durante um ataque a tiros no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, revidou os disparos efetuados por criminosos. A tentativa de homicídio ocorreu por volta das 5 horas desta quinta-feira (7), na rua Albino Momberger, nas proximidades da Avenida dos Municípios.
Informações levantadas pela Delegacia de Homicídios, a partir da varredura feita no interior da residência, apontam que houve troca de tiros. Vestígios encontrados dentro do imóvel indicam que disparos foram realizados de dentro para fora da casa, o que confirma a reação da vítima contra os atiradores.
A perícia recolheu no local mais de 20 cápsulas de fuzil calibre 5,56, a maior parte delas espalhada pela calçada em frente ao imóvel, o que sugere o armamento utilizado pelos criminosos. Também foram encontradas cápsulas de pistola calibre 9mm, indicando o uso de pelo menos dois tipos de armas no confronto.
Ainda segundo a Polícia Civil, pelo menos uma mulher estava no interior da residência no momento do ataque. Há também indícios de que uma criança poderia estar na casa, com base na presença de roupas e objetos infantis encontrados no local.
A vítima baleada foi atingida por um disparo na perna. Cerca de 30 minutos após o atentado, ele invadiu a emergência do Hospital Regina em busca de atendimento médico. Segundo a Brigada Militar, o homem chegou ao hospital acompanhado de outros dois homens. A Polícia não sabe, contudo, se eles estavam na residência no momento do ataque ou se chegaram após o crime.
A Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo segue à frente das investigações para esclarecer a motivação do atentado e identificar todos os envolvidos.
A reportagem fez contato com o Hospital Regina, que retornou às 9h25. “Por volta das 5 horas, deu entrada na Emergência um paciente de 36 anos atingido por um disparo de arma de fogo. O homem foi atendido, passou por exames de imagem, avaliação médica especializada e seu estado de saúde é estável. Cumprindo o protocolo de segurança, o Hospital Regina acionou as autoridades de segurança pública e prossegue com seu atendimento normalizado e, como sempre, baseado em princípios de ética e segurança do paciente.”
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