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NOVO HAMBURGO

Homem que matou esposa a facadas na frente da filha de 5 anos será julgado em um mês

Ayrton da Silva Fonseca é acusado de matar a companheira, Franciele Greff Mentz, de 33 anos, em Novo Hamburgo

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 07/06/2026 às 16h:18 Última atualização: 07/06/2026 às 16h:18
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*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.

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Foi marcado para o dia 9 de julho o julgamento de Ayrton da Silva Fonseca, acusado de matar a companheira, Franciele Greff Mentz, de 33 anos, em Novo Hamburgo.

O júri popular está previsto para começar às 9 horas, no Fórum local, e será presidido pela juíza Bruna Casagrande Siebeneichler, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca. A acusação será feita pelo Ministério Público, que terá a advogada Caterine Rosa, contratada pela família da vítima para atuar no processo.

Franciele Greff Mentz, de 33 anos | abc+



Franciele Greff Mentz, de 33 anos

Foto: Arquivo pessoal

O feminicídio ocorreu na madrugada de 12 de abril do ano passado, na residência onde o casal morava, na Rua Lima, no bairro Santo Afonso. De acordo com a denúncia, Francy, como era conhecida pela família, foi atingida por golpes de faca dentro da própria casa.

A perícia apontou que o primeiro golpe teria sido desferido enquanto a vítima ainda estava deitada na cama. Um dos elementos que sustenta essa conclusão é a grande quantidade de sangue encontrada sobre o colchão.

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Mesmo ferida, Francy ainda tentou escapar do agressor e procurar ajuda. Ela correu em direção à porta principal da residência, mas caiu antes de conseguir alcançar a rua. Após o crime, Fonseca teria tentado eliminar vestígios de sangue e deixou a casa levando a filha do casal, de cinco anos, que presenciou o crime.

Em seguida, ele foi até a casa do pai, em São Leopoldo, onde relatou aos familiares o que havia acontecido. Ele acabou preso em flagrante e permanece detido desde então.

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O Ministério Público ofereceu denúncia contra o acusado em maio do mesmo ano. Segundo o promotor de Justiça Robson Barreiro, o crime foi praticado em razão da condição de gênero da vítima, configurando feminicídio, além de ter sido cometido com recurso que dificultou a defesa da mulher, por meio cruel e na presença da filha do casal.

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A denúncia foi aceita pela Justiça, tornando Ayrton Fonseca réu no processo. Além da responsabilização criminal, o Ministério Público também solicitou a fixação de indenização à família da vítima pelos danos causados pelo crime.

Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher

Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

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Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.

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Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.

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Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

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