Eder Fernando Poisl, de 45 anos, foi indiciado por feminicídio. Ele é o principal suspeito de ter matado a própria mãe, Dione Poisl, de 74, no final do mês de março, no distrito de Itapuã, em Viamão. O crime teria acontecido no pátio do contêiner usado como casa pelo indivíduo, preso em flagrante na ocasião.
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Foto: Reprodução
Segundo a delegada Carolina Terres, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Viamão, o inquérito foi remetido ao Judiciário na semana passada. O indiciamento conta com qualificadora de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Dione era filha do ex-tabelião de Novo Hamburgo Carlos Luiz Poisl, que morreu em 2018, aos 92 anos. Eder segue preso.
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O que diz o suspeito
Conforme a delegada, Eder disse, em depoimento, que havia convidado a mãe, que atualmente morava em Porto Alegre, para visitá-lo após a morte repentina do seu cachorro. O suspeito afirmou que os dois chegaram a sepultar o cão.
Quando o Samu chegou ao local, Dione já estava morta. O filho estava próximo do corpo da vítima, apresentando um comportamento alterado, de acordo com as informações dos agentes.
Ao lado, havia uma pedra com vestígios de sangue. Em imagens do pátio da casa, é possível ver sangue sobre tijolos e na vegetação. O local foi isolado e Eder foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.
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Perícia contradiz versão
Há uma clara divergência entre o que disse o suspeito e o que foi constatado pela perícia. “Eles fizeram um buraco para enterrar o cachorro, e ele disse que, quando estava tapando o buraco, ela estava na varanda. Foi aí que ele relatou que ouviu um grito dela o chamando, e, quando ele chegou lá, ela estava caída com a cabeça aberta e esvaindo em sangue”, explica a delegada, resumindo o depoimento de Eder.
A perícia contradiz a versão do filho sobre Dione ter caído e batido a cabeça. Conforme a delegada, o corpo da idosa tinha diversos ferimentos que não corroboram com esse relato. A vítima foi encontrada com vários cortes na cabeça. “Como se tivesse sido apunhalada”, explica Carolina.
Não havia outras pessoas além de mãe e filho no terreno no momento da morte, por volta das 18h30 de quarta. No depoimento, Eder, único filho de Dione, ainda disse que se dava bem com a vítima. “Ele relata que a relação dele com a mãe era muito boa, que ela era muito amorosa, era uma mãe excelente para ele”, acrescenta a delegada.
O que diz a defesa
A defesa de Eder, em nome de Rafael Noronha, pontua que vai apresentar requerimento de diligências para verificação do estado mental do acusado no momento do suposto fato criminoso. “A acusação se fundamenta em perícias realizadas no local dos fatos e em depoimento prestado por Éder sem a presença de advogado, em momento de forte abalo emocional e que condiciona a conclusões precipitadas”, pontua a nota.