O que era para ser uma visita ao filho terminou em tragédia na última quarta-feira (25). Dione Poisl, de 74 anos, natural de Novo Hamburgo, foi encontrada morta no pátio do contêiner usado como casa por Eder Fernando Poisl, 45, no distrito de Itapuã, em Viamão. O homem, preso em flagrante, é o principal suspeito pela morte da mãe.
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Foto: Reprodução/Rede social
O caso é tratado como feminicídio, o 24º no Rio Grande do Sul em 2026. Dione era filha do ex-tabelião de Novo Hamburgo Carlos Luiz Poisl, que morreu em 2018, aos 92 anos.
Segundo a delegada Carolina Terres, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Viamão e responsável pelo caso, Eder disse, em depoimento, que havia convidado a mãe, que atualmente morava em Porto Alegre, para visitá-lo após a morte repentina do seu cachorro. O suspeito afirmou que os dois chegaram a sepultar o cão.
Quando o Samu chegou ao local, Dione já estava morta. O filho estava próximo do corpo da vítima, apresentando um comportamento alterado, de acordo com as informações dos agentes. Ao lado, havia uma pedra com vestígios de sangue. Em imagens do pátio da casa, é possível ver sangue sobre tijolos e na vegetação. O local foi isolado e Eder foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Foto: Polícia Civil
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Versões
Há uma clara divergência entre o que disse o suspeito e o que foi constatado pela perícia. “Eles fizeram um buraco para enterrar o cachorro, e ele disse que, quando estava tapando o buraco, ela estava na varanda. Foi aí que ele relatou que ouviu um grito dela o chamando, e, quando ele chegou lá, ela estava caída com a cabeça aberta e esvaindo em sangue”, explica a delegada, resumindo o depoimento de Eder.
A perícia contradiz a versão do filho sobre Dione ter caído e batido a cabeça. Conforme a delegada, o corpo da idosa tinha diversos ferimentos que não corroboram com esse relato. A vítima foi encontrada com vários cortes na cabeça. “Como se tivesse sido apunhalada”, explica Carolina.
Não havia outras pessoas além de mãe e filho no terreno no momento da morte, por volta das 18h30 de quarta. No depoimento, Eder, único filho de Dione, ainda disse que se dava bem com a vítima. “Ele relata que a relação dele com a mãe era muito boa, que ela era muito amorosa, era uma mãe excelente para ele”, acrescenta a delegada.
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A reportagem não localizou a defesa do suspeito. O espaço está aberto para manifestação.
Violência contra a mulher é crime, denuncie
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Foto: Grupo Sinos
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O CVV tem cerca de 3 mil voluntários e atende aproximadamente 8 mil ligações por dia.
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