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Homens que desfiguraram rosto de vítima com golpes de fuzil são procurados pela Polícia no Vale do Sinos

Foragidos são apontados como participantes da sessão de tortura que deixou homem de 34 anos em Portão

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 10/07/2026 às 11h:33 Última atualização: 10/07/2026 às 11h:58
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A Polícia Civil segue à procura de dois homens apontados como participantes da sessão de tortura que deixou um homem de 34 anos com o rosto desfigurado após ser espancado com chutes, socos e coronhadas de fuzil e pistola em Portão, no Vale do Sinos.

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Os suspeitos são Rodrigo Leite da Silva (direita) e Felipe da Costa Antonio (esquerda), alvos de mandados de prisão preventiva cumpridos na manhã desta sexta-feira (10), durante mais uma fase da investigação.



Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva. Três foram cumpridos e dois permanecem pendentes, já que os investigados não foram localizados e passaram à condição de foragidos da Justiça.

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Entre os presos está uma mulher de 57 anos, apontada pela Polícia Civil como participante da sessão de tortura. Também tiveram os mandados cumpridos outros dois homens que já estão no sistema prisional.

LEIA TAMBÉM: Criminosos que torturaram homem com golpes de fuzil e pistola são alvos de operação policial no Vale do Sinos

Conforme o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, a nova ofensiva é mais uma etapa da investigação que apura o crime ocorrido entre a noite de 28 e a madrugada de 29 de abril, quando um homem foi sequestrado enquanto caminhava pela Rua Morretinhos, no bairro São Jorge.

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De acordo com a investigação, a vítima foi levada à força para uma residência em um condomínio nas proximidades, onde foi espancada com socos, chutes e coronhadas de pistolas, revólveres e um fuzil. Os criminosos acreditavam que o homem integrava uma facção rival de Porto Alegre e estaria espionando integrantes da organização criminosa que atua em Portão.

Apesar de possuir antecedentes por roubos e furtos e estar foragido da Justiça na época dos fatos, a Polícia Civil concluiu que a vítima não possuía qualquer ligação com facções criminosas.

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Operação

A investigação já havia resultado na deflagração da operação Supplicium, em 28 de maio, quando foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão. Na época, a Polícia também apreendeu um arsenal composto por um fuzil, duas carabinas, uma pistola, um revólver, além de munições e carregadores. Conforme o delegado, essas armas apreendidas foram justamente as utilizadas durante a sessão de tortura.

Na primeira fase da operação, quatro investigados foram presos. Dois deles foram capturados durante a ofensiva e outros dois, que inicialmente haviam conseguido fugir, acabaram localizados e presos pela Brigada Militar ao longo do mesmo dia.

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Veja vídeo:

Polícia procura dupla suspeita de participar de tortura de homem em Portão
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