O caso é conhecido: Juliano Biron da Silva e a namorada teriam emboscado e assassinado o fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, 23 anos, em julho de 2015.
Biron acabou preso, apontado como responsável pelos 19 tiros disparados contra o jovem, encontrado morto na Praia do Paquetá, em Canoas. Foi condenado por assassinato, mas ela não.

Foto: REPRODUÇÃO
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Apontada como cúmplice e pivô do esquema planejado para emboscar o fotógrafo, a mulher acabou absolvida pelo júri, durante uma sessão organizada no dia 15 de dezembro de 2023. A sentença foi recebida com controvérsia.
Em uma reviravolta, o júri acabou anulado e a jovem voltará ao banco dos réus, sob a acusação de assassinato, segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Conforme o TJRS, a sessão no Tribunal do Júri está marcada para o dia 3 de março de 2026. O julgamento seria organizado ainda em dezembro, porém houve um conflito na agenda do promotor responsável pelo caso, informa o TJ.
Entenda o caso
Foi em uma quente noite de sexta-feira, no dia 15 de dezembro de 2023, que a suspeita de participar do assassinato deixou a prisão, após uma longa sessão na 1ª Vara Criminal da Comarca de Canoas.
Ela deveria ter sido julgada em 2020 com Juliano Biron. No entanto, alegou problemas de saúde na época, o que levou ao adiamento do júri.
Conforme a Justiça, a mulher vinha tentando postergar o julgamento. Acabou levada à cadeia novamente no dia 20 de novembro de 2023, a pedido do Judiciário.
Quanto a Biron, recebeu pena de 19 anos e seis meses por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima).
Nota enviada por Rodrigo Schmitt, defensor da acusada:
“Em relação à informação de que “a mulher vinha tentando postergar o julgamento”, esclareço que essa afirmação é incorreta. (A acusada) não recorreu da Sentença de Pronúncia e foi liberada devido ao excesso de prazo na prisão preventiva, situação que não foi provocada pela defesa ou por ela mesma.
Importante ressaltar que (a acusada) enfrentou o julgamento mesmo grávida e com risco de eclampsia, mas, com coragem, deu depoimento e foi absolvida por unanimidade. No entanto, durante a redação da Ata, a assessoria cometeu um erro formal ao não incluir a tese de clemência, que foi defendida pela própria ré durante seu interrogatório.
Como consequência desse equívoco, (a acusada) será julgada novamente. A defesa está confiante de que a vontade popular, expressa no julgamento anterior, será novamente reafirmada em Plenário.”