abc+

CANOAS

Júri é anulado e Justiça marca nova data para julgamento envolvendo ré suspeita de matar fotógrafo

Mulher acabou absolvida no caso envolvendo a morte de José Gustavo Bertuol Gargioni. Ela voltará ao banco dos réus

Publicado em: 27/11/2025 às 16h:19 Última atualização: 27/11/2025 às 20h:20
Publicidade

O caso é conhecido: Juliano Biron da Silva e a namorada teriam emboscado e assassinado o fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, 23 anos, em julho de 2015.

Publicidade

Biron acabou preso, apontado como responsável pelos 19 tiros disparados contra o jovem, encontrado morto na Praia do Paquetá, em Canoas. Foi condenado por assassinato, mas ela não.

José Gustavo Bertuol Gargioni tinha 23 anos quando acabou brutalmente assassinado | abc+



José Gustavo Bertuol Gargioni tinha 23 anos quando acabou brutalmente assassinado

Foto: REPRODUÇÃO

CLIQUE E FAÇA PARTE DO GRUPO DE WHATSAPP DO DIÁRIO DE CANOAS.

Apontada como cúmplice e pivô do esquema planejado para emboscar o fotógrafo, a mulher acabou absolvida pelo júri, durante uma sessão organizada no dia 15 de dezembro de 2023. A sentença foi recebida com controvérsia.

Em uma reviravolta, o júri acabou anulado e a jovem voltará ao banco dos réus, sob a acusação de assassinato, segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Publicidade

Conforme o TJRS, a sessão no Tribunal do Júri está marcada para o dia 3 de março de 2026. O julgamento seria organizado ainda em dezembro, porém houve um conflito na agenda do promotor responsável pelo caso, informa o TJ.

Entenda o caso

Foi em uma quente noite de sexta-feira, no dia 15 de dezembro de 2023, que a suspeita de participar do assassinato deixou a prisão, após uma longa sessão na 1ª Vara Criminal da Comarca de Canoas.

Ela deveria ter sido julgada em 2020 com Juliano Biron. No entanto, alegou problemas de saúde na época, o que levou ao adiamento do júri.

Publicidade

Conforme a Justiça, a mulher vinha tentando postergar o julgamento. Acabou levada à cadeia novamente no dia 20 de novembro de 2023, a pedido do Judiciário.

Quanto a Biron, recebeu pena de 19 anos e seis meses por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima).

Publicidade

Nota enviada por Rodrigo Schmitt, defensor da acusada:

“Em relação à informação de que “a mulher vinha tentando postergar o julgamento”, esclareço que essa afirmação é incorreta. (A acusada) não recorreu da Sentença de Pronúncia e foi liberada devido ao excesso de prazo na prisão preventiva, situação que não foi provocada pela defesa ou por ela mesma.

Importante ressaltar que (a acusada) enfrentou o julgamento mesmo grávida e com risco de eclampsia, mas, com coragem, deu depoimento e foi absolvida por unanimidade. No entanto, durante a redação da Ata, a assessoria cometeu um erro formal ao não incluir a tese de clemência, que foi defendida pela própria ré durante seu interrogatório.

Como consequência desse equívoco, (a acusada) será julgada novamente. A defesa está confiante de que a vontade popular, expressa no julgamento anterior, será novamente reafirmada em Plenário.”

Publicidade
Publicidade