A Polícia Civil de Canela concluiu na última semana o inquérito do caso da menina de 10 anos que morreu no dia 18 de junho. Melry Galhardo era natural do Suriname e deu entrada no Hospital de Canela em estado gravíssimo. O casal de padrinhos, que possuía guarda provisória da vítima, foi preso preventivamente por suspeita de torturá-la até a morte.
ENTRE PARA A COMUNIDADE DO JORNAL DE GRAMADO NO WHATSAPP
Conforme o delegado de Canela, Vladimir Medeiros, os indiciamentos foram mantidos: para a madrinha, por tortura-castigo; para o padrinho, tortura-omissão, com aumento de pena para ambos por resultado morte.
O laudo da necropsia do Instituto-Geral de Perícias (IGP) também ficou pronto e apontou hemorragia interna. O Ministério Público confirmou o recebimento do inquérito. O órgão aceitou a denúncia e encaminhou ao Judiciário. O caso segue sob segredo de Justiça.

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
VÍDEO: Maior canídeo da América do Sul, animal ameaçado de extinção é flagrado em cânion na Serra
Relembre o caso
O casal de padrinhos, natural do Pará, residia em Canela desde 2020 e possuía a guarda provisória da vítima desde dezembro de 2025, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Eles estão presos desde o flagrante. A prisão preventiva, em audiência de custódia, foi decretada pela 2ª Vara um dia após. O processo judicial tramita em segredo.
A menina morreu no dia 18 de junho, no Hospital de Canela, após dar entrada em estado grave. Ela possuía diversas lesões pelo corpo e apresentava fortes dores abdominais. A equipe médica prestou atendimento emergencial, porém a criança não resistiu e veio a óbito.
LEIA TAMBÉM: Revelados os longas-metragens brasileiros selecionados e as novidades do 54° Festival de Cinema de Gramado
Conforme o boletim de ocorrência policial e os relatórios de atendimento médico, a criança deu entrada apresentando desidratação acentuada, hipoglicemia e múltiplas lesões corporais, vindo a falecer após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
As forças de segurança foram acionadas pelos profissionais de saúde, que atenderam a criança no HCC. A Brigada Militar chegou ao local, realizando os levantamentos preliminares e a preservação das informações iniciais. Na sequência, a Polícia Civil assumiu a investigação.
Registros médicos, documentação hospitalar e, principalmente, os relatos prestados pelos profissionais de saúde que atenderam a vítima foram os elementos iniciais analisados pela equipe de investigação. À Polícia Civil foi informado que a criança, quando ainda estava viva e consciente, relatou que sofria agressões.
LEIA TAMBÉM: Com investimento bilionário, veja como estão obras do complexo turístico que abrigará futuro Club Med Gramado