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EM CANELA

Laudo revela causa da morte de menina de 10 anos torturada e padrinhos são denunciados pelo MP

Polícia de Canela concluiu inquérito sobre a morte de Melry Galhardo

Fernanda Steigleder Fauth
Publicado em: 09/07/2026 às 14h:53 Última atualização: 09/07/2026 às 14h:54
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A Polícia Civil de Canela concluiu na última semana o inquérito do caso da menina de 10 anos que morreu no dia 18 de junho. Melry Galhardo era natural do Suriname e deu entrada no Hospital de Canela em estado gravíssimo. O casal de padrinhos, que possuía guarda provisória da vítima, foi preso preventivamente por suspeita de torturá-la até a morte.

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Conforme o delegado de Canela, Vladimir Medeiros, os indiciamentos foram mantidos: para a madrinha, por tortura-castigo; para o padrinho, tortura-omissão, com aumento de pena para ambos por resultado morte.

O laudo da necropsia do Instituto-Geral de Perícias (IGP) também ficou pronto e apontou hemorragia interna. O Ministério Público confirmou o recebimento do inquérito. O órgão aceitou a denúncia e encaminhou ao Judiciário. O caso segue sob segredo de Justiça. 

Sede do Ministério Público de Canela



Sede do Ministério Público de Canela

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

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Relembre o caso

O casal de padrinhos, natural do Pará, residia em Canela desde 2020 e possuía a guarda provisória da vítima desde dezembro de 2025, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Eles estão presos desde o flagrante. A prisão preventiva, em audiência de custódia, foi decretada pela 2ª Vara um dia após. O processo judicial tramita em segredo.

A menina morreu no dia 18 de junho, no Hospital de Canela, após dar entrada em estado grave. Ela possuía diversas lesões pelo corpo e apresentava fortes dores abdominais. A equipe médica prestou atendimento emergencial, porém a criança não resistiu e veio a óbito.

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Conforme o boletim de ocorrência policial e os relatórios de atendimento médico, a criança deu entrada apresentando desidratação acentuada, hipoglicemia e múltiplas lesões corporais, vindo a falecer após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

As forças de segurança foram acionadas pelos profissionais de saúde, que atenderam a criança no HCC. A Brigada Militar chegou ao local, realizando os levantamentos preliminares e a preservação das informações iniciais. Na sequência, a Polícia Civil assumiu a investigação.

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Registros médicos, documentação hospitalar e, principalmente, os relatos prestados pelos profissionais de saúde que atenderam a vítima foram os elementos iniciais analisados pela equipe de investigação. À Polícia Civil foi informado que a criança, quando ainda estava viva e consciente, relatou que sofria agressões.

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