Uma liderança de uma facção criminosa do Rio Grande do Sul foi baleada na manhã desta quarta-feira (28), durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva em sua residência, na rua La Salle, no bairro Morada do Vale 3, em Gravataí. O homem de 40 anos é apontado pela Polícia Federal como um dos responsáveis pelo planejamento do ataque ao avião-pagador no Aeroporto de Caxias do Sul, ocorrido em junho de 2024, quando cerca de R$ 15 milhões foram roubados.

Foto: Polícia Federal
De acordo com o delegado da Polícia Federal Márcio Teixeira, o suspeito recebeu os agentes a tiros e tentou fugir do imóvel. Houve confronto, e ele acabou baleado. Foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao hospital de Gravataí. Ainda segundo a PF, ele está fora de perigo.
“Uma das equipes foi incumbida de efetuar a prisão de um dos indivíduos que era pertencente à liderança criminosa dessa facção gaúcha e, chegando ao local, foram recebidos a disparos. E, obviamente, para cessar a agressão injusta, o criminoso foi alvejado pelos policiais, foi encaminhado com vida para atendimento médico e, até onde eu tenho conhecimento, está livre de perigo de morte”, disse o delegado Márcio Teixeira, durante coletiva de imprensa nesta quarta.
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O homem teria papel central no crime, segundo a PF, atuando na coordenação local do assalto e reunindo outros integrantes da facção para participar da ação criminosa, que foi planejado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.
Segunda fase da Operação Elísios
A ofensiva desta quarta-feira marca a segunda fase da Operação Elísios, que investiga o assalto milionário ao avião-pagador. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de prisão — 17 preventivas e 4 temporárias — além de 26 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Até o momento, 14 dos 21 mandados de prisão foram efetivados. Os outros sete alvos seguem sendo procurados pelas forças de segurança.
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Além de Gravataí, a operação desta quarta-feira teve ações em Parobé, Taquara e Caxias do Sul.
O crime, ocorrido em 2024, é considerado o maior ataque já registrado contra uma empresa de transporte de valores no Rio Grande do Sul. Os bandidos utilizaram viaturas falsas da Polícia Federal para acessar a área restrita do Aeroporto Hugo Cantergiani, onde a aeronave havia acabado de pousar com R$ 30 milhões em dinheiro. Cerca de R$ 15 milhões foram levados.
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Durante o assalto, um policial militar foi morto em confronto. Um dos criminosos também morreu na troca de tiros.
Com os mandados da segunda fase, a Polícia Federal já identificou 38 pessoas com participação direta ou indireta no crime. Além dos executores, também estão na mira da investigação os responsáveis por fornecer apoio logístico, como a plotagem de viaturas falsas e a disponibilização de imóveis para esconderijo e planejamento.