Na noite desta sexta-feira (10) foi preso um homem de 36 anos em Getúlio Vargas, na região norte do estado. A ação ocorreu em comprimento a um mandado de prisão preventiva pelos crimes de homicídio e receptação. O indivíduo foi identificado como Marcos da Silva Oliveira — vulgo “Mãe” ou “Marquinhos”—apontado como uma das principais lideranças de relevante organização criminosa do sul do Brasil.
Conforme o delegado Joel Wagner, do Departamento Estadual de Investigações e Narcotráfico (Denarc), a captura ocorreu na RS-135, após receber a informação de que o suspeito estaria vindo do Paraná para o Rio Grande do Sul dirigindo uma Mercedes-Benz GLC 300.

Foto: Reprodução/Policia Civil
Diante disso, o Denarc acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para iniciar o monitoramento do veículo. Para fugir das fiscalizações, Marcos optou por rotas alternativas e rodovias estaduais. Foi ai que a Brigada Militar e policiais civis da 11º região entraram em cena para prestar apoio operacional e realizar o cerco policial.
Rastro criminoso
O investigado estava em liberdade desde 2020 por revogação de sua prisão preventiva. Na época Marcos já era apontado como articulador do tráfico internacional de drogas e armas oriundas de países da América do Sul. Sobretudo, era vinculado ao narcotraficante conhecido como “Nego Jackson”, morto na Penitenciaria de Canoas (Pecan), em novembro de 2024.
Após a morte de “Nego Jackson”, ele teria assumido posição de destaque na organização criminosa “Família do Sul”, estrutura criminosa resultante da aliança entre duas facções. Como líder, passou a exercer função de coordenador da logística de distribuição de entorpecentes, armas e na gestão da movimentação financeira da organização.
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O preso possui antecedentes policiais pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo, além de ser investigado por possível prática do crime de lavagem de dinheiro.
Marcos seria investigado também pela Polícia Judiciária do Paraguai por suposto envolvimento no duplo homicídio de Paulo Jackes e Milena Soares Bandeira, ocorrido em Assunção —Paulo exercia a função de secretário do narcotraficante sul-mato-grossense Jarvis Chimenes Pavão — em 2017. Além disso, o investigado também pode ter ligações com integrantes do PCC e do Comando Vermelho (CV).
Para o delegado Joel, a prisão é muito relevante para enfrentamento das facções. “Resultado importante no enfrentamento qualificado às organizações criminosas atuantes no Rio Grande do Sul, enfraquecendo sua estrutura de comando e contribuindo para a redução da criminalidade organizada”, completou.
O espaço segue aberto para manifestações da defesa do suspeito.