Imagina acordar de madrugada com a casa sem telhado. Esse foi o susto que a família da Maria Priscila Silveira Raymundo, 44 anos, passou no início deste sábado (11), no bairro Fátima, em Canoas. O destelhamento foi uma das 13 ocorrências registradas na cidade em função do temporal. Ninguém se feriu.
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Foto: Paulo Pires/GES
“Foi um susto. Era umas 5h30, muita chuva, muito barulho de vento forte e quando vê, o tufão levou. Mas a gente não se machucou. Eu disse para os meus vizinhos que nós tivemos sorte porque, com o grau de destruição, ninguém se machucou. Alguém estava olhando por nós”, afirma a moradora.
Maria Priscila reside na Rua dos Ucranianos junto com o marido e a filha de 11 anos. Depois do destelhamento, a família e os vizinhos retiraram o que puderam. Eles vão ficar abrigados na casa de conhecidos na mesma rua.
“A gente morava lá na Boa Saúde e fomos atingidos pela enchente. Quando viemos para cá, a gente não tinha tanta coisa. A casa pequena, mas estava bem arrumadinha. Eu gostava muito do jeito que estava”, comenta a estoquista enquanto mostra uma foto da casa.
De acordo com relatório mais recente da Defesa Civil de Canoas, junto com o destelhamento também houve comprometimento da estrutura. “Vamos ter que procurar outro lugar. Reformar aqui não é viável”, lamenta a moradora.
Em nota, a secretaria comentou a ocorrência. “As equipes realizaram a avaliação técnica, isolaram a área e prestaram atendimento à família atingida, adotando as medidas necessárias para garantir a segurança dos moradores.”
Na rua, ainda foram registradas quedas de três árvores e de poste de energia. No início da tarde deste sábado, equipes de uma empresa de energia estavam consertando a fiação no local.
Telhado foi parar na vizinha
O susto com o destelhamento na Rua Ucranianos também foi da vizinha Patrícia Gehm da Silva, 66 anos. A aposentada não ouviu o barulho, mas se surpreendeu com os pedaços de zinco retorcidos na frente de casa antes do amanhecer.
“Eu levantei, fui no banheiro e escutei umas vozes na rua. Fui ver o que era, abri a janela e dei com o telhado dentro do meu pátio. O portão e o poste seguram o telhado. Se me perguntar se eu ouvi, eu não vi. Só ouvi a chuva e o granizo”, relembra.
Além da Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros ajudou a retirar o telhado e a desobstruir a rua logo no início da manhã.
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Mais ocorrências
Ainda no Fátima, parte do muro da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Ledevino Piccinini desabou. A instituição fica na Rua Joaquim Caetano. Já na Rua Augusto Pestana, parte da calçada cedeu e foi interditada.
O temporal também provocou quedas de árvores nas ruas Barbosa, no Fátima; e Montenegro e Vidal de Negreiros, no bairro Rio Branco.
Em função da queda de granizo, cinco residências tiveram danos nos telhados e receberam lonas da Defesa Civil. As ocorrências foram nas ruas Ney Lobo, no Fátima; Nelson Paim Terra e Machadinho, no Rio Branco; e Paraná, no bairro Niterói.
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