Uma mulher, de 31 anos, apontada como a mandante da morte de Nilson Ramos da Rosa, 50, está entre os presos na operação desencadeada nesta quinta-feira (5) pela Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo. Ela já era monitorada por tornozeleira eletrônica por envolvimento em outros crimes. [Assista ao vídeo no final da matéria]
O marido dela, criminoso conhecido da Polícia e que cumpre pena na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), também foi alvo da ofensiva e recebeu o comunicado de uma nova ordem de prisão temporária por agentes da Polícia Penal. Além do casal, a operação já teve outros quatro presos.
O grupo é responsável pela morte de Nilson Rosa após uma briga entre duas crianças em janeiro, no bairro Roselândia. O casal é pai de uma das crianças envolvidas nessa briga e teria ordenado a morte de Rosa.
É que, segundo a investigação, a vítima, que era pai do outro menino, foi até a casa deste casal para tirar satisfação sobre a confusão entre os menores.
Caso começou com briga de meninos
A briga entre as meninos aconteceu na tarde de 24 de janeiro em uma praça pública próxima à casa dos mandantes e da vítima. Na madrugada de 25, por volta das 3 horas, criminosos invadiram a residência de Nilson Ramos da Rosa e o retiraram à força. Na sequência, ele foi morto.
Após o homicídio, outra parte do grupo arrastou a vítima para uma área de mata próxima e enterrou o corpo em uma cova rasa.
De acordo com o delegado Anderson Hermel, titular da Delegacia de Homicídios de NH e responsável pela investigação, o trabalho policial começou logo após a localização do corpo. “A nossa equipe começou a trabalhar logo depois da descoberta do corpo na mata. A partir de então foram colhidos diversos depoimentos de testemunhas, o que nos direcionou para essas pessoas que hoje são alvo da operação. Nosso conjunto probatório é fortemente amparado em provas testemunhais”, explica.
Segundo o delegado, a investigação apontou que três homens armados foram os autores da morte, e outra parte do grupo foi quem fez a ocultação do cadáver. “Na investigação conseguimos apurar que três indivíduos armados invadiram a casa da vítima, a retiraram do imóvel à força e a executaram a poucos metros da residência. Posteriormente, outros indivíduos realizaram a ocultação do cadáver, arrastando o corpo até uma área de mata próxima, onde cavaram uma cova rasa e o enterraram”, detalha Hermel.
Ainda conforme Hermel, o casal apontado como mandante já possui antecedentes policiais. O homem tem diversas passagens pela polícia, inclusive por homicídio.
A ofensiva policial foi batizada de Operação Cova Rasa, em referência ao local onde o corpo da vítima foi encontrado. Ao todo, oito mandados de prisão temporária foram expedidos, sendo um contra um rapaz que completou 18 anos uma semana após participar do homicídio e por isso responderá como menor infrator. Além disso, outros oito mandados de busca foram expedidos.
A Delegacia de Homicídios contou com o apoio da equipe tática da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e de cerca de 30 policiais da força tática da Brigada Militar.
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A Brigada Militar também auxiliou nas investigações com informações que contribuíram para esclarecer o caso. Segundo o capitão Gilson Borges Nunes, o trabalho conjunto começou logo após a localização do corpo.
“Policiais militares foram os primeiros a encontrar o cadáver, e a partir daí o nosso setor de inteligência passou a trabalhar com esses dados preliminares. O contato com a Polícia Civil é constante e diário. A nossa equipe de inteligência, trabalhando junto com a PC, chegou até esses nomes, o que deu subsídio para o delegado representar pelas ordens judiciais”, afirma.