Hospitalizada desde a madrugada do dia 23 de outubro, Cleris Teresinha Crippa, 70 anos, recebeu alta na manhã deste sábado (28). A paciente é mãe de Edson Fernando Crippa, 45 anos, que morreu após um cerco policial que durou mais de nove horas no bairro Ouro Branco, em Novo Hamburgo.

Foto: Igor Müller/GES-Especial
Cleris foi atingida pelo filho naquela madrugada. Ela permaneceu 30 dias internada na UTI do Hospital Centenário, em São Leopoldo. De lá, foi transferida para o Hospital Regina, em Novo Hamburgo, onde permaneceu até o dia 13 de dezembro na UTI e desde então se recuperava no quarto.
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O marido, Eugênio Crippa, 74 anos, e o outro filho do casal, Everton Luciano Crippa, 41, morreram. A viúva de Everton, Priscilla Martins, 41, também foi baleada, mas sobreviveu e recebeu alta no dia 17 de dezembro após ser transferida do Hospital Centenário para o Hospital da Unimed, em Novo Hamburgo.
Dois policiais, Everton Kirsch Júnior e Rodrigo Weber Volz, ambos de 31 anos, foram outras vítimas do atirador. Câmeras de segurança flagraram momentos de terror na Rua Adolfo Jaeger.
Relembre o caso
Tudo começou por volta das 23 horas, quando o casal Eugênio Crippa, 74 anos e Cléris Crippa, 69, acionaram a Brigada Militar (BM) para denunciar o filho, Edson Fernando Crippa, 45. Conforme os idosos, o homem estava em surto e não os deixava sair da residência, proferindo xingamentos contra eles.
Ao chegar no local, imaginando se tratar apenas de uma ocorrência de violência doméstica, os policiais foram recebidos a tiros por Edson. Os primeiros disparos aconteceram por volta 23h10 e foram ouvidos de diferentes bairros da cidade, assustando os moradores.
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Na sequência, mais viaturas da BM e da Guarda Municipal de Novo Hamburgo chegaram ao local. Na medida em que agentes tentavam se aproximar da casa, eram recebidos com disparos pelo homem. Polícias e um agente da guarda municipal ficaram feridos e foram levados para o Hospital Municipal.
O cerco policial durou mais de 9 horas. No total, sete policiais ficaram feridos, dois morreram.
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