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ESTEIO

Mãe detida pela Guarda Municipal toma atitude após suspeitar que filho de 2 anos foi agredido por professora em Emei

Mulher teve discussão com educadoras ao cobrar respostas sobre marcas no corpo do menino

Publicado em: 01/07/2025 às 15h:52
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A mãe que foi detida pela Guarda Municipal no dia 18 de junho, após discussão na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Irmã Sibila Ana Burin, em Esteio, realizou, na última quarta-feira (25), o exame de corpo de delito no filho de 2 anos. A mulher suspeita que a criança tenha sido vítima de agressão por parte de uma professora. Conforme nota da prefeitura, uma docente foi transferida enquanto os fatos são apurados.

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Mãe é detida na Emei Irmã Sibila Ana Burin em Esteio

O exame do menino foi realizado no Departamento Médico-Legal (DML) do Instituto-Geral de Perícias (IGP) da capital, que explicou que ainda não é possível estimar uma data para divulgação do laudo.

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Abalada, a mãe da criança recebeu a reportagem em sua casa na última quinta-feira (26). A mulher, que não será identificada para preservar o menino, contou que só não fez o exame antes porque perdeu uma pessoa importante da família nos últimos dias. “Era a irmã do meu marido, eu era bem apegada nela”, explicou, entre lágrimas.

O caso do filho

A mulher tem, ainda, outros dois filhos: um menino de 3 anos e uma menina de um mês. A desconfiança de uma suposta agressão contra o filho do meio ocorreu após aparecerem “marcas pelo corpo, mordidas e hematomas” na criança.

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“Ele começou a acordar chorando à noite, dizendo ‘profe'”, desabafou, descrevendo também que, durante o sono, o menino levantava as mãos em posição de defesa. “E quando íamos na escola tentar resolver, era sempre ‘ah, vamos ver’, ‘eu não posso tirar a professora da aula agora’ e nunca resolvia nada”, continuou.

Pai reclama de conduta; prefeitura diz que apura os fatos

O marido e pai das crianças também reclama da conduta da diretora da Emei. “Quando tentei reclamar também, diziam que não podia ser eu, que quem tinha que falar sobre o caso era a mãe. Mas ela também tem a nossa pequena para cuidar, tem que amamentar e nem sempre consegue sair”, disse, acrescentando que, por diversas vezes, a profissional “fazia pouco caso das desconfianças”.

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“A gente falava que ia ir no Conselho Tutelar, na Smed, e ela debochava dizendo ‘eu trabalho aqui há anos, vocês podem ir onde vocês quiserem que não vai acontecer nada comigo’. E depois ficaram dizendo que minha esposa bateu nelas. Mas por que não fazem exame de corpo de delito então?”, questiona. 

Segundo o pai, a professora em questão teria utilizado adjetivos como “terrível” e “insuportável” para se referir ao menino de apenas 2 anos. “Será que ela tem ideia do que é usar essa palavra para uma criança dessa idade?”, pontua.

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Em nota oficial emitida na terça-feira (24), a prefeitura de Esteio se posicionou dizendo que apura a situação. 

Quanto à forma como a mãe foi detida pelos agentes da Guarda Civil, a Polícia Civil de Esteio afirma que a conduta foi tomada após a mulher se recusar a sair do local pacificamente.

A nota diz ainda que “foi solicitada medida cautelar ao Judiciário, pendente de análise, para garantir a segurança das educadoras. A medida também visa viabilizar a transferência do aluno para outra instituição, buscando preservar o bem-estar da criança”.

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Funcionária relata possível agressão por parte da mãe; veja o que diz a prefeitura

A reportagem recebeu o relato de uma funcionária da Emei, que também não quis ser identificada, de que a vice-diretora da Emei teria sido “espancada” pela mulher, logo antes do acionamento da Guarda Civil Municipal.

A reportagem teve acesso ao vídeo feio pela profissional. A imagem mostra a mãe e a avó da criança trocando farpas com ela. Porém, a gravação termina quando a avó aproxima-se da câmera do celular ao perceber que estava sendo filmada, enquanto a mãe continuava discutindo.

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A profissional alega à reportagem que duas funcionárias teriam realizado exame de corpo de delito no Hospital São Camilo. A Secretaria Municipal de Educação afirma que não possui informações sobre exames das servidoras e alega ainda que, devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não é possível “solicitar acesso a prontuários médicos, salvo casos eminentes de algum risco”.

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