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ESTEIO

Mensagem de esposa de suposto pai de santo levanta suspeitas da polícia sobre outros crimes

Delegada Marcela Smolenaars revelou detalhes sobre o caso em coletiva de imprensa nesta sexta

Publicado em: 08/08/2025 às 21h:16 Última atualização: 08/08/2025 às 21h:17
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Uma mensagem que Belisia de Fátima da Silva enviou ao marido, Jocemar Antunes de Almeida, suposto pai de santo, levanta suspeitas da titular da Delegacia de Polícia Civil de Esteio, Marcela Smolenaars, sobre a possibilidade de o casal já ter assassinado outra pessoa antes. A informação foi revelada em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (8).

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Eles são acusados do assassinato da jovem Kauany Martins Kosmalski, de 18 anos, do bebê dela, Miguel Martins Kosmalski, de 2 meses, e do adolescente Ariel Silva da Rosa, 16

A delegada de Esteio Marcela Smolenaars (à direita), trouxe detalhes sobre o caso do triplo homicídio em coletiva de imprensa



A delegada de Esteio Marcela Smolenaars (à direita), trouxe detalhes sobre o caso do triplo homicídio em coletiva de imprensa

Foto: Leandro Domingos/Ges-Especial

Em mensagens trocadas entre o casal, localizadas pela polícia e expostas na coletiva, Jocemar dizia: “Não tive coragem. Desculpa, amor, eu falhei”.

Em resposta, Belisia reclamava e o lembrava de outro possível ato — não especificado: “Pois é, amor. Aquele você teve coragem comigo, isso vou levar pro caixão comigo.”

À reportagem, Marcela Smolenaars afirmou que a publicação da imagem das mensagens não é autorizada. A delegada ainda informou que o resultado da análise do Instituto Geral de Perícias (IGP) confirma que Miguel, de fato, era filho de Jocemar.

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Polícia investiga desaparecimentos e homicídios não elucidados

Devido ao indício de que o casal pode ter cometido outro assassinato, Marcela Smolenaars explicou, na coletiva, que a polícia já reabriu outros casos de desaparecimentos e homicídios não elucidados nos últimos anos. Ela comentou, também, que a casa de religião também teria sido cenário de abusos sexuais contra menores e vulneráveis.

“Isso [a mensagem] demonstra que eles já haviam praticado algum outro assassinato em conjunto, quem sabe até de alguma outra menor ou jovem que frequentou aquela casa de religião. Ouvimos testemunhas também que afirmavam que havia abuso de menores e de pessoas vulneráveis naquele ambiente”, disse. 

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“Imediatamente nós comunicamos a inteligência da nossa regional para fazer um agendamento de todos os desaparecimentos e homicídios sem elucidação nos últimos anos, para identificar se existe potencial de a Belísia ser a autora de algum deles”, completou a delegada.

A delegada mencionou também que testemunhas relatavam que a acusada vangloriava-se de já ter cometido outros assassinatos. “A Belisia orgulhosamente se referia a eles como pessoas que já têm 18 mortes nas costas.” 

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A reportagem ainda busca novos detalhes sobre a investigação, como o número de desaparecimentos registrados no município e se já se suspeita de algum caso em específico.

Entenda o caso

Os crimes cometidos contra Kauany, Miguel e Ariel aconteceram no dia 20 de julho, mas vieram à tona somente dois dias depois, quando a tia da jovem procurou a Polícia.

Suposto pai de santo conhecido na comunidade, Antunes foi preso como suspeito e revelou à Polícia onde estavam os cadáveres, escondidos em um bueiro na beira do Rio dos Sinos. Jocemare contou ainda que foi o responsável pelos assassinatos com a ajuda de dois adolescentes.

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Veja também: Ex-namorado é condenado por matar adolescente de 16 anos e enterrar corpo no Vale do Paranhana

Na noite em que foi preso, moradores da área ameaçaram matar Belisia enquanto a filha do casal, de 4 anos, estava com a mãe na residência Levada à DP de Canoas, ela acabou confessando participação nos crimes.

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Conforme divulgado na época, o bebê que acabou morto era filho de Kauany com o suposto pai de santo. Por ciúmes, a mulher teria premeditado o assassinato com o companheiro e dois adolescentes que costumavam frequentar a casa. Já Rosa foi morto por ser testemunha do crime.

No resultado do inquérito, divulgado nesta sexta (8), Belísia é apontada como autora do assassinato do bebê, que faleceu de traumatismo crânio encefálico e sufocamento. Kauany, por sua vez, levou 52 golpes de faca e Rosa teve a garganta cortada.

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