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CRIME BRUTAL EM ESTEIO

"Tudo nos leva a crer que ela matou o bebê": Esposa de suposto pai de santo teria assassinado criança no trajeto para esconder corpos em bueiro

Polícia Civil concluiu inquérito sobre caso de mãe, bebê e adolescente encontrados sem vida no dia 22 de julho

Publicado em: 08/08/2025 às 12h:18 Última atualização: 08/08/2025 às 15h:58
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Foi concluído o inquérito policial que investigava o triplo homicídio cometido em Esteio no fim de julho. A Polícia Civil realizou mais uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (8) para novos detalhes do assassinato da jovem Kauany Martins Kosmalski, de 18 anos, do bebê dela, Miguel Martins Kosmalski, de 2 meses, e do adolescente Ariel Silva da Rosa, 16.

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A delegada Marcela Smolenaars (à direita) esclareceu lacunas no inquérito concluído pela Polícia Civil nesta sexta-feira (8) | abc+



A delegada Marcela Smolenaars (à direita) esclareceu lacunas no inquérito concluído pela Polícia Civil nesta sexta-feira (8)

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL

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A apuração confirmou que o suposto pai de santo Jocemar Antunes de Almeida e a esposa dele, Belisia de Fátima da Silva, acompanhados de dois adolescentes, mataram o trio no domingo do dia 20 de julho.

A morte do bebê

Segundo a delegada a Marcela Smolenaars, titular da Delegacia de Polícia de Esteio, responsável pela condução do inquérito, os depoimentos e provas periciais garantiram luz a pontos considerados obscuros da apuração, como a morte do bebê.

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Conforme a investigação, a Polícia garantiu o indício de autoria. Um envolvidos relatou que, no trajeto de carro entre a área onde o crime foi cometido até o local desova dos cadáveres, Belisia disse aos demais suspeitos “para eles não olharem”.

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“Tudo nos leva a crer que ela matou o bebê”, explica a delegada. “O laudo de necropsia do bebê atesta que ele faleceu de traumatismo crânio encefálico, porém, chamou a atenção dos peritos que ele não tinha marcas no couro cabeludo, algo típico de lesões de traumatismo craniano. Como se trata de um bebê de apenas dois meses, tudo nos leva a crer que ele foi sufocado até a morte.”

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52 golpes de faca

O inquérito policial que será remetido ao Ministério Público (MP) nesta sexta-feira também aponta que Kauany foi assassinada com 52 golpes de faca por Belisia. Rosa teve a garganta cortada por Antunes por “motivo fútil”, já que estava “na hora e lugar errado” como testemunha.

Temos agora detalhado toda a premeditação do crime”, reforça a delegada. “Testemunhas apontaram que eles estavam em estado de euforia, inclusive os adolescentes, estavam alegres e cantando. Ela chegou a comentar com uma vizinha, naquele dia mesmo, que aquele seria um dia muito especial”, aponta. “E mesmo agora, durante o esclarecimento do caso, não enxergamos nenhum remorso por parte de nenhum deles.”

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Indiciamento

Preventivamente presos, Antunes e Belisia foram indiciados por:

  • violação sexual mediante fraude, porque Jocemar ludibriou Kauany quando ela ainda era adolescente;
  • feminicídio triplamente qualificado de Kauany;
  • homicídio quadruplamente qualificado de Rosa;
  • homicídio quadruplamente qualificado de Miguel;
  • ocultação de cadáver;
  • e corrupção de menores.

Já os adolescentes, que permanecem interditados, serão implicados como cúmplices nos crimes citados acima, conforme prevê a legislação destacada para menores.

“Concluímos que o Jocemar tinha uma relação íntima com a Kauany e não só premeditou a morte dela como também, um mês antes, tentou matá-la sozinho, mas não teve coragem”, esclarece a delegada. “A evolução probatória do inquérito mostra pontua todo o cenário que culminou nas mortes da Kauny, do bebê Miguel e do Ariel.”

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Entenda o caso

Os crimes cometidos contra a jovem Kauany, o bebê Miguel e o adolescente Ariel aconteceram no dia 20 de julho, mas vieram à tona somente dois dias depois, quando a tia da jovem procurou a Polícia.

Suposto pai de santo conhecido na comunidade, Antunes acabou preso como suspeito da morte. Revelou à Polícia onde estavam os cadáveres, escondidos em um bueiro na beira do Rio dos Sinos, e contou que tinha sido o responsável pelos assassinatos com a ajuda de dois adolescentes.

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A reviravolta do caso aconteceu na noite em que acabou preso, já que moradores da área, revoltados com o caso, ameaçaram matar Belisia. A filha do casal, de 4 anos, estava com a mãe na residência. Levada à DP de Canoas, ela acabou confessando participação nos crimes.

Conforme divulgado na época, o bebê que acabou morto era filho de Kauany com o suposto pai de santo. Por ciúmes, a mulher teria premeditado o assassinato com o companheiro e os dois adolescentes que costumavam frequentar a casa. Já Rosa foi morto por ser testemunha do crime.

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O espaço está aberto para manifestação da defesa.

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