A defesa de Belisia de Fátima, de 41 anos, e Jocemar Antunes, 46, se manifestou por meio de nota na tarde desta terça-feira (29). Representados pela advogada Raquel Prates, o casal confessou o assassinato do bebê Miguel Martins Kosmalski, 2 meses, da mãe, Kauany Martins Kosmalski, 18 anos, e do amigo dela, Ariel Silva da Rosa, 16, no domingo do dia 20 de julho.
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Foto: Reprodução/Facebook
Além do casal de moradores do bairro Santo Inácio, em Esteio, dois adolescentes de 15 e 17 anos foram apreendidos, suspeitos de envolvimento no crime.
Na segunda-feira (28), a Polícia Civil emitiu uma nota com novos detalhamentos sobre o assassinato, o que incluiu os resultados das análises do Instituto-Geral de Perícias (IGP). Os laudos apontaram que Kauany e Rosa foram mortos a facadas. A jovem foi atacada com mais de 50 golpes.
Já o bebê morreu em decorrência de traumatismo craniano. A despedida de Miguel ocorreu nesta terça, após as autoridades liberarem o corpo.
O que diz a defesa
Os resultados corroboram com os depoimentos de Antunes e Belisia. Enquanto o suposto pai de santo indicou onde os corpos estavam escondidos na terça-feira da última semana (22), a esposa confessou o envolvimento após populares atearem fogo na casa onde os quatro envolvidos moravam.
Em nota, a defesa diz que “buscará compartimentar a participação e responsabilidade de cada envolvido, emergindo as circunstâncias específicas atinentes a cada caso”. “Jocemar e Belisia ainda estão sendo investigados, de modo em que a autoria ainda não foi totalmente esclarecida, logo, ainda não há uma acusação formalizada”, expõe Raquel.
Ainda não há data para a conclusão do inquérito, visto que a Polícia garantiu que fará novas diligências em função da complexidade do caso. Além disso, aguarda o exame de paternidade de Miguel, que deve apontar se Antunes era ou não o genitor da criança.
“No entanto, em caso de indiciamento, amparados na Constituição Federal e no devido Processo Penal, com ética, essa Defesa buscará assegurar todos os direitos dos acusados para que a justiça seja realizada em acordo ao que será, ou não, devido a cada um”, finalizou a defensora.
O que se sabe até o momento
O crime contra o trio foi motivado por ciúmes, já que o suposto pai de santo teria um caso com Kauany. Belisia foi quem atacou a jovem, mas apontou o adolescente de 15 anos como mentor da emboscada.
Rosa foi assassinado por Antunes por ter gritado por socorro ao ver a amiga ser esfaqueada. O segundo adolescente envolvido teria ajudado o casal a esconder os corpos em um bueiro na beira do Rio dos Sinos, na Luiz Pasteur.