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ESTEIO

Laudo revela causa da morte de bebê de 2 meses, mãe e adolescente encontrados em bueiro no Vale do Sinos

Exames com luminol detectaram vestígios de sangue no interior do veículo usado no crime contra jovens e criança no dia 20 de julho

Nadine Funck
Publicado em: 28/07/2025 às 18h:05 Última atualização: 29/07/2025 às 16h:42
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Novos detalhes sobre o caso do triplo homicídio em Esteio foram revelados no fim da tarde desta segunda-feira (28). A Polícia Civil recebeu o laudo pericial com as causas das mortes de Miguel Martins Kosmalski, de 2 meses, da mãe, Kauany Martins Kosmalski, 18, e do amigo dela, o adolescente Ariel Silva da Rosa, 16.

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Luminol no carro de Jocemar Antunes, um dos suspeitos confessos do triplo homicídio em Esteio



Luminol no carro de Jocemar Antunes, um dos suspeitos confessos do triplo homicídio em Esteio

Foto: Polícia Civil

Eles foram assassinados por Jocemar Antunes, 45, e pela esposa Belisia de Fátima, 41, com o apoio de dois adolescentes, de 15 e 17 anos, no domingo da última semana (20). Os corpos foram encontrados em um bueiro na beira do Rio dos Sinos na terça (22)

O casal segue preso, enquanto os adolescentes foram apreendidos na última semana. Todos foram ouvidos pelas autoridades.

O que diz laudos da perícia

Nesta segunda, a Polícia recebeu os laudos de necropsia elaborados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), que confirmam as causas das mortes. Os exames indicam o uso de arma branca e violência extrema. Marcas de defesa foram identificadas tanto em Kauany quanto em Rosa.

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O laudo referente ao bebê aponta que a criança faleceu em decorrência de traumatismo craniano. O sepultamento de Miguel deve ocorrer das 10h às 12h desta terça-feira (29), no Cemitério Dois de Novembro, em Esteio.

Exames com luminol detectaram vestígios de sangue no interior do veículo utilizado na empreitada criminosa. As amostras foram encaminhadas para análise de DNA no Laboratório de Genética Forense do IGP.

Imagens de câmera de segurança e relato de testemunha

Gravações do dia dos assassinatos teriam mostrado uma dinâmica diferente do divulgado até então. A Polícia teve acesso, na sexta-feira (25), a imagens de câmeras de segurança que registraram a movimentação de dois veículos nas proximidades do local onde as vítimas foram assassinadas.

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Os vídeos mostram a chegada do carro de Antunes às 22h44 daquele domingo. Minutos depois, um segundo veículo aparece, de onde descem Belisia e os adolescentes, segundo a delegada Marcela Smolenaars, responsável pelo caso, afirmou à reportagem nesta segunda.

Na imagem, a suspeita vai até o carro do marido, enquanto os jovens observam a rua. Na sequência, o veículo deixa o local e segue até o ponto onde os corpos foram encontrados, na beira do Rio dos Sinos, onde permaneceu por cerca de 25 minutos. Mais detalhes não foram informados.

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O motorista de aplicativo que levou os três até a região do crime prestou depoimento na tarde desta segunda e confirmou que o serviço foi solicitado por um dos jovens envolvidos.

Segundo relatou à Polícia, “os passageiros apresentavam comportamento exaltado e fizeram comentários que sugerem a premeditação do crime”, o que reforça elementos já obtidos durante a investigação.

Investigação continua

A delegada informou que, devido à complexidade do caso, seguem em andamento novas diligências, análise de celulares e oitivas de testemunhas.

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Os quatro suspeitos permanecem reclusos: os adolescentes, internados; os adultos, com prisão preventiva decretada.

A perícia oficial também realizará exames para esclarecer aspectos técnicos fundamentais para a conclusão do inquérito, incluindo a análise genética entre uma da criança e Antunes.

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A família da mulher e do adolescente mortos constituíram advogada para representá-los como assistente da acusação no processo criminal.

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