A Justiça decretou na manhã desta quinta-feira (24) a prisão preventiva de Belisia de Fátima, 41 anos, por envolvimento com um triplo homicídio em Esteio, no Vale do Sinos. A mulher e o companheiro, o pai de santo Jocemar Antunes de Almeida, 45 anos, são investigados pelos assassinatos do bebê Miguel Martins Kosmalski, de apenas dois meses; da mãe dele, Kauany Martins Kosmalski, 18 anos, e do amigo dela, Ariel Silva da Rosa, 16. Eles desapareceram no domingo (20), e os corpos foram localizados na terça-feira (22).

Foto: Polícia Civil
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A juíza Magali Wickert de Oliveira, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Esteio, decretou a prisão. A decisão também autorizou a quebra de sigilo de dados telefônicos da investigada, do companheiro dela e de dois adolescentes, que ajudaram na ocultação dos corpos.
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Os corpos das vítimas foram encontrados em uma área de mata de difícil acesso, com sinais de violência, incluindo o uso de arma branca.
Jocemar foi preso em flagrante ainda na terça-feira, com a prisão convertida em preventiva no dia seguinte. A mulher havia sido presa na quarta-feira (23).
A juíza destaca que, embora a investigada seja primária, a gravidade concreta dos fatos e os fortes indícios de autoria justificam a prisão preventiva, sendo que “os fatos narrados são extremamente graves, cuja gravidade abstrata e circunstâncias concretas exorbitam a normalidade”.
O que a Justiça decidiu em relação aos adolescentes que participaram do crime
O juiz Mário Gonçalves Pereira, da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Esteio, determinou, na noite de quarta (23), a internação provisória dos dois adolescentes suspeitos de participarem da ocultação dos corpos das vítimas. Conforme a investigação, os jovens teriam ajudado a esconder os cadáveres com o objetivo de proteger um dos autores dos crimes.
Os nomes dos jovens não foram divulgados. O expediente tramita sob segredo de justiça, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
(*) A reportagem não localizou a defesa de Belisia de Fátima e de Jocemar Antunes de Almeida. O espaço segue aberto para manifestação.