O líder religioso preso por envolvimento na morte, em Esteio, de um bebê de apenas dois meses, da mãe dele, de 18 anos, e de um adolescente, de 16, amigo da jovem, já tinha passagem pela Polícia por crime violento.
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP

Foto: Polícia Civil
Segundo a delegada Marcela Smolenaars, Jocemar Antunes de Almeida, de 45 anos, tinha um antecedente referente ao parágrafo 9º do artigo 129 do Código Penal Brasileiro, que caracteriza lesão corporal praticada em contexto de violência doméstica ou familiar contra a mulher. O crime foi registrado em 2013.
LEIA MAIS: Ciúmes, emboscada e corpos escondidos em bueiro: A linha do tempo do assassinato de jovens e bebê
A delegada, que investiga o triplo homicídio, não passou detalhes sobre o caso, mas ressalta que a ato não foi praticado contra a atual companheira dele, Belisia de Fátima, 41, que também foi presa nesta quarta-feira (23).
Após os fatos do crime recente virem ao conhecimento da comunidade, com Antunes já preso, populares atearam fogo na casa onde o casal morava. Temendo pela integridade da filha de 4 anos, a mulher se apresentou à Polícia e também confessou participação nos assassinatos.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
A investigação aponta que as mortes foram motivadas por ciúmes dela, já que Antunes era pai do bebê. Ele teria se envolvido com a jovem quando ela ainda era menor de idade.
Em um perfil do Facebook, com mais de 1,4 mil seguidores, ele compartilhava fotos do cotidiano com a família e das práticas religiosas. Na mesma página, ele diz ser natural de Santo Ângelo, município localizado na região das Missões, ser casado com Belisia desde 2020 e trabalhar como soldador em uma empresa de Portão.

Foto: Reprodução
Ativo nas redes sociais, uma das últimas publicações feitas por ele foi no começo deste mês, em comemoração ao seu aniversário, em 2 de julho. Nesta quarta, a postagem ficou repleta de comentários que repudiavam a conduta dele e da esposa.
O crime
Desaparecidos desde o último domingo (20), os corpos de Kauany Martins Kosmalski, do filho dela, Miguel Martins Kosmalski, e do amigo dela, Ariel Silva da Rosa, foram encontrados no fim da tarde de terça-feira (22) em um bueiro na beira do Rio dos Sinos, em Esteio.
A Polícia Civil aponta que eles foram atraídos por uma emboscada armada por Antunes e por dois adolescentes. As vítimas foram chamadas para beber vinho em um local, onde mais tarde Belisia também apareceu. Dali, os assassinos e as vítimas rumaram para uma área próxima à Fábrica da LaSul, endereço no qual o crime teria sido cometido.
VEJA TAMBÉM: Por que adolescente foi assassinado junto com mãe e bebê de 2 meses em Esteio
Belisia teria golpeado Kauany na barriga com uma faca e, na sequência, Antunes teria esfaqueado Ariel. O amigo da jovem teria sido morto para silenciar o crime. Após a execução, a arma foi dispensada em local próximo e os corpos levados para o carro, que seguiu até o local onde foram desovados.
Durante o trajeto, o bebê seguia vivo. A Polícia ainda não sabe como ele foi morto e, como os acusados não tiveram coragem de relatar, apenas os laudos da perícia devem esclarecer.
CONFIRA: Estagiário da Prefeitura de São Leopoldo é preso suspeito de estupro
O desaparecimento da jovem foi registrado na segunda-feira (21). Após isso, em investigação, os policiais chegaram até os suspeitos que, em interrogatório, confessaram o crime. Foi Antunes quem levou os agentes até o local da desova dos corpos.
Além do ciúmes da mulher por conta da relação do marido com Kauany, outra motivação do crime teria sido o medo do homem de que o envolvimento com a jovem fosse revelado para a comunidade e ele perdesse o posto de pai de santo. A vítima frequentava o terreiro de Antunes.