O assassinato de um bebê de dois meses, da mãe dele, 18 anos, e de um jovem, de 16, descoberto nesta terça-feira (22), em Esteio, no Vale do Sinos, teve mais detalhes revelados pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23). Em coletiva de imprensa, a investigação apontou que, além do líder religioso e outros dois menores, a esposa dele também confessou participação direta no crime.

Foto: Paulo Pires/GES
As vítimas desapareceram no domingo (20) e os corpos foram encontrados em um buraco às margens do Rio dos Sinos, cobertos por galhos, na tarde de terça. “Em um primeiro momento, ele (líder religioso) confessou ter matado os dois a facadas. Kauany e o Ariel, que era um amigo homossexual da jovem”, explica a delegada Marcela Smolenaars.
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“E os menores haviam ajudado apenas na ocultação dos cadáveres em um bueiro à beira do Rio dos Sinos”, completou.
Casal foi autor do crime
O líder religioso é Jocemar Antunes, de 45 anos. Ele e os menores cúmplices (15 e 17 anos) foram presos ainda na terça-feira à noite, em flagrante. A esposa de Antunes, Belisia de Fátima, de 41 anos, negou participação no crime em um primeiro momento.
No entanto, após o esposo dela e os adolescentes serem presos, vizinhos revoltados colocaram fogo na casa deles. Com isso, segundo a delegada, ainda na madrugada desta quarta ela foi até a DPPA de Canoas e se entregou. “Ela matou Kauany. Ele matou o Ariel”, frisou a delegada.
Bebê era filho de líder religioso
O caso é tratado como feminicídio triplamente majorado e teria sido motivado por ciúmes. Isso porque o bebê era filho do líder religioso com Kauany. Os corpos foram levados da casa em um carro. “Os menores estavam no banco de trás com o bebê”.
No entanto, de acordo com a Polícia, ainda não se sabe a forma como o bebê morreu. “Ele saiu com vida da casa, mas foi encontrado morto e enrolado em um cobertor no colo da mãe em um bueiro”, disse a delegada.
“O IGP trabalhou noite adentro, mas não houve uma confirmação ainda de como morreu o bebê, se asfixiado ou de outra forma”, falou o delegado Cristiano Reschke.
A reportagem não localizou a defesa de Jocemar Antunes e Belisia de Fátima. O espaço segue aberto para manifestação.
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