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MUDANÇA NA CÂMARA

Justiça determina cassação de vereador por compra de votos em Sapiranga

Parlamentar reeleito em 2024 com 1.167 votos nega as irregularidades

Justiça determina cassação de vereador por compra de votos em Sapiranga
Publicado em: 22/07/2025 às 20h:26 Última atualização: 22/07/2025 às 20h:26
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O vereador de Sapiranga Marconi Eber (PL) teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral. Entre as irregularidades apuradas estão o transporte ilegal de eleitores no dia da eleição, pagamentos para participação em carreata na véspera do pleito e realização de pagamentos não declarados a eleitores. A decisão foi publicada na segunda-feira (21).

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Questionada, a Câmara de Vereadores afirmou que até a noite desta terça-feira (22) não havia sido notificada pela Justiça.

Marconi Alexandre Ebert (PL) | abc+



Marconi Alexandre Ebert (PL)

Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Sapiranga

Conforme pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), a cassação foi determinada por abuso de poder econômico e compra de votos. O parlamentar foi reeleito em 2024 com 1.167 votos e atualmente atuava como líder do governo municipal no Legislativo.

Além de perder o mandato, Eber também ficará inelegível por oito anos, a contar da eleição de 2024. Os votos recebidos pelo parlamentar foram declarados nulos pela Justiça, devendo ser realizado o recálculo dos quocientes eleitorais e partidários, para depois ser definido quem herdará a vaga na Câmara.

A sentença aponta que o vereador praticou abuso de econômico e captação ilícita de sufrágio. Também foi imposta multa de R$ 53,2 mil ao político. “A Justiça reconheceu que o uso indevido de recursos e a tentativa de manipulação do voto não podem ser tolerados em um Estado Democrático de Direito”. afirmou a promotora de Justiça, Priscilla Ramineli Leite Pereira, responsável por ajuizar o processo em dezembro de 2024.

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Vereador se manifesta nas redes sociais

No início da noite, Eber divulgou vídeo e nota oficial em suas redes sociais. O vereador confirma que vai recorrer da decisão imposta pela Justiça Eleitoral. “Não por medo, mas por respeito à verdade e à confiança que recebi nas urnas e ainda recebo constantemente das pessoas nas ruas, nos bairros, nas igrejas e em cada canto de Sapiranga.”

Conforme o parlamentar, a notícia foi recebida com indignação, mas sem surpresa. “Mais uma tentativa de desgaste político, desta vez, por conta de um suposto erro burocrático envolvendo um Pix de R$ 50 fora da prestação de contas. Uma quantia simbólica usada para tentar manchar um trabalho sério, transparente e construído com suor ao lado da comunidade sapiranguense.”

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