O vereador de Sapiranga Marconi Eber (PL) teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral. Entre as irregularidades apuradas estão o transporte ilegal de eleitores no dia da eleição, pagamentos para participação em carreata na véspera do pleito e realização de pagamentos não declarados a eleitores. A decisão foi publicada na segunda-feira (21).
Questionada, a Câmara de Vereadores afirmou que até a noite desta terça-feira (22) não havia sido notificada pela Justiça.

Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Sapiranga
Conforme pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), a cassação foi determinada por abuso de poder econômico e compra de votos. O parlamentar foi reeleito em 2024 com 1.167 votos e atualmente atuava como líder do governo municipal no Legislativo.
Além de perder o mandato, Eber também ficará inelegível por oito anos, a contar da eleição de 2024. Os votos recebidos pelo parlamentar foram declarados nulos pela Justiça, devendo ser realizado o recálculo dos quocientes eleitorais e partidários, para depois ser definido quem herdará a vaga na Câmara.
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A sentença aponta que o vereador praticou abuso de econômico e captação ilícita de sufrágio. Também foi imposta multa de R$ 53,2 mil ao político. “A Justiça reconheceu que o uso indevido de recursos e a tentativa de manipulação do voto não podem ser tolerados em um Estado Democrático de Direito”. afirmou a promotora de Justiça, Priscilla Ramineli Leite Pereira, responsável por ajuizar o processo em dezembro de 2024.
Vereador se manifesta nas redes sociais
No início da noite, Eber divulgou vídeo e nota oficial em suas redes sociais. O vereador confirma que vai recorrer da decisão imposta pela Justiça Eleitoral. “Não por medo, mas por respeito à verdade e à confiança que recebi nas urnas e ainda recebo constantemente das pessoas nas ruas, nos bairros, nas igrejas e em cada canto de Sapiranga.”
Conforme o parlamentar, a notícia foi recebida com indignação, mas sem surpresa. “Mais uma tentativa de desgaste político, desta vez, por conta de um suposto erro burocrático envolvendo um Pix de R$ 50 fora da prestação de contas. Uma quantia simbólica usada para tentar manchar um trabalho sério, transparente e construído com suor ao lado da comunidade sapiranguense.”
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