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CRIME EM PORTO ALEGRE

"Minha mãe não era bandida", desabafa filha de manicure encontrada morta na Ilha da Pintada; família quer respostas

Amanda Santos Amaro pede respostas sobre o assassinato da mãe, Julia Clei dos Santos, em maio

Taís Forgearini
Publicado em: 19/06/2026 às 17h:48 Última atualização: 19/06/2026 às 17h:49
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“Queremos justiça. Minha mãe era uma pessoa boa. Não merecia o que fizeram com ela”, desabafa a filha de Julia Clei dos Santos, Amanda Santos Amaro, 30 anos.

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A manicure de 52 anos, moradora do bairro Mathias Velho, em Canoas, foi encontrada morta no dia 26 de maio. O corpo, com sinais de violência, foi localizado no Guaíba, em Porto Alegre.

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Julia Clei dos Santos tinha 52 anos | abc+



Julia Clei dos Santos tinha 52 anos

Foto: Arquivo pessoal

Ainda sem desfecho, o caso segue sendo investigado pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) da capital gaúcha. Próximo de completar um mês, Amanda e a família pedem mais agilidade nas investigações do homicídio.

“É muito doloroso o que aconteceu. A pessoa que fez isso precisa ser identificada e presa. Minha mãe não era bandida. O sentimento é de angústia e de abandono porque não temos novas informações. A polícia disse que temos que esperar o fim das investigações, mas é muito difícil não saber nada”, lamenta a auxiliar-administrativa.

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Investigação está sob sigilo

Segundo a delegada Thais Dequech, a apuração da investigação ocorre em sigilo. “Estamos ouvindo testemunhas, realizando outras diligências para apurar melhor os fatos”, destaca. A delegada, contudo, cita possível dívida com tráfico em função de dependência química.

“Minha mãe tinha problemas com dependência química, mas ela não era uma pessoa ruim. Não tem sentido o que fizeram. Ela foi encontrada só com as roupas íntimas. Não houve roubo. O celular e o cartão do banco foram encontrados no bolso do casaco dela, deixado próximo à cena do crime”, revela Amanda.

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Encontrado por pescadores, o corpo de Julia tinha marcas de cortes profundos no rosto, na cabeça e nas costas. Na noite do crime, a vítima saiu de madrugada e não foi mais vista.

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De acordo com a filha, a manicure não era frequentadora da área da Ilha da Pintada. “A última pessoa que a viu com vida foi o namorado, porque eles estavam morando juntos. Ele disse que, quando acordou, ela não estava mais na casa dele”, recorda.

O último encontro presencial entre mãe e filha ocorreu no Dia das Mães. Na véspera do crime, Amanda falou com Julia por telefone.“Ela me disse que estava indo no CRAs [Centro de Referência de Assistência Social] para ajudar. Ia fazer um trabalho voluntário. É muito triste saber que, no dia seguinte, ela estaria morta.”

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Trabalhadora e mãe de dois filhos

Mãe de dois filhos, Julia era moradora do bairro Mathias Velho. Separada há cerca de um ano e meio do pai dos filhos, a mulher de 52 anos morava com o namorado. Ela e o homem mantinham um relacionamento de aproximadamente sete meses.

“Ela estava ficando na casa dele. A casa era bem próxima da dela, na esquina. Meu irmão mais novo estava morando sozinho na casa da nossa mãe”, conta Amanda.

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De acordo com a filha, Julia realizava faxinas temporárias. “Ela era manicure, mas não estava trabalhando na área. Estava fazendo faxinas. Não é justo o que aconteceu. Minha mãe era uma pessoa trabalhadora. Minha família e eu estamos em busca de justiça.”

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