O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) confirmou nesta sexta-feira (28) que ajuizou uma ação de destituição familiar contra pai e mãe do menino que vítima de estupro em Canoas.

Foto: BRIGADA MILITAR/DIVULGAÇÃO
A destituição do poder familiar é uma medida judicial excepcional que retira permanentemente dos pais os direitos e deveres sobre os filhos, podendo ocorrer em casos graves de negligência, abuso, abandono ou violência.
O processo aberto pela Promotoria de Justiça abarca a criança vítima da violência e o irmão dele, que está sob a tutela do Estado e não tem mais vínculo com os pais desde que o caso veio à tona.
O menino segue internado no Hospital Universitário (HU) desde o último dia 18, quando foi transferido da emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças, onde foi encaminhado inicialmente.
A Polícia Civil segue em cima do caso, agora com o prontuário médico completo a respeito da situação da criança. Os documentos foram encaminhados à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente nesta quinta-feira (27).
O delegado Maurício Barison preferiu não comentar sobre o laudo, limitando-se apenas a confirmar que o inquérito deve ser concluído nas próximas semanas com indiciamentos.
Além do pai do menino, preso preventivamente, a mãe é investigada por negligência, já que deixou a criança com o marido e o irmão enquanto eles consumiam cocaína durante a noite.
Assassinato
O outro suspeito do crime é o tio da criança, um homem de 24 anos, cujo corpo foi encontrado crivado de balas, em uma área do Distrito Industrial de Cachoeirinha, no último dia 19. A 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha confirmou que apura o caso de homicídio.
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
Entenda o caso
Foi por volta de meio-dia e meia da última terça que a criança de apenas 2 anos e 4 meses deu entrada, desacordada, na emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças.
Segundo a Brigada Militar, o menino chegou ao local após apresentar um quadro delicado com sinais de vômito e diarreia, conforme relatado pela mãe.
Durante a avaliação médica, foram constatados vários hematomas pelo corpo da criança, bem como indícios de abuso sexual.
A Brigada foi chamada por profissionais do hospital. Quando os policiais chegaram ao local, os médicos esclareceram a situação. Os PMs prenderam o suspeito, o que serviu de estopim para a posterior investigação.