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"MAIOR PREDADOR SEXUAL DO RS"

Ministério Público faz busca ativa por vítimas de abusador sexual do Vale do Paranhana

Órgão prestará apoio psicológico às meninas; levantamento da Polícia Civil indica que número de vítimas deve passar de 700

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Publicado em: 05/05/2025 às 20h:54 Última atualização: 05/05/2025 às 20h:56
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) vai fazer uma busca ativa para ouvir as vítimas de abuso sexual praticado por um homem de 36 anos, morador de Taquara. O órgão destaca que prestará apoio psicológico às vítimas.

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Investigado tem 36 anos | abc+



Investigado tem 36 anos

Foto: Polícia Civil

Cento e cinquenta e oito vítimas já foram identificadas, todas crianças e adolescentes. O número, contudo, deve passar de 700 ao longo de mais de uma década, segundo levantamento inicial da Polícia Civil.

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As crianças e adolescentes, assim como seus responsáveis, serão procurados pelo projeto das Centrais de Atendimento às Vítimas e Familiares de Vítimas de Crimes e Atos Infracionais do Ministério Público gaúcho, que oferece espaços de acolhimento e apoio psicológico em Promotorias de Justiça de sete municípios. O atendimento vai acontecer à medida que os expedientes forem encaminhados ao MPRS.

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“A busca ativa realizada pelo MPRS, através das Centrais de Atendimento às Vítimas espalhadas pelo Estado, busca garantir que cada uma das crianças e adolescentes, assim como suas famílias, receba o acolhimento necessário. Este trabalho é essencial porque ressignifica o papel das vítimas no processo penal, assegurando que seus direitos sejam plenamente respeitados e que elas possam participar ativamente na busca por justiça”, explica a coordenadora do Centro de Apoio Operacional Criminal e de Acolhimento às Vítimas, Alessandra Moura Bastian da Cunha.

O caso

Classificado pelo delegado Valeriano Garcia Neto, que investiga o caso, como o “maior predador sexual do Estado do Rio Grande do Sul”, o homem foi descoberto em janeiro deste ano depois que uma menina de 9 anos contou para a mãe que estava sendo ameaçada por uma pessoa na Internet

No período entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, segundo a denúncia, ele assediou e instigou a menina, em diversas oportunidades, a tirar fotos das partes íntimas e enviar a ele pelo Instagram. Depois ameaçou divulgar as imagens, caso ela não enviasse outras fotos e vídeos em posições sexuais.

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Esses arquivos foram localizados durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência e comércio do denunciado, onde foram apreendidos HD e telefone celular. Além dessas, as mídias digitais encontradas continham centenas de imagens de pornografia infantil. O homem foi preso em flagrante na data, no começo deste ano.

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Depois dessa denúncia, o MPRS já atuou em outros oito casos envolvendo o mesmo réu. São pareceres pela prisão e pedidos de depoimento ou escuta especial, por se tratar de crianças e adolescentes, para evitar a revitimização.

Em 11 de fevereiro de 2025, o MPRS em Taquara denunciou o homem por três crimes em relação ao caso: armazenar imagens pornográficas de crianças, assediar e instigar a menina de nove anos a tirar fotos nuas e ameaçar divulgar o material na internet.

A subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Isabel Guarise Barrios, destaca que “é fundamental que este caso terrível sirva de alerta para os pais, que precisam acompanhar a vida online dos filhos, que são crianças e adolescentes correndo graves riscos nas redes sociais”.

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Homem se passava por criança para atrair vítimas

A Polícia explica que o suspeito usava perfis falsos em redes sociais, geralmente se passando por meninas, para se aproximar das vítimas, geralmente com idades entre 8 e 13 anos.

“Criava um vínculo de amizade virtual utilizando de engenharia social para conseguir que a vítima lhe enviasse a primeira fotografia nua. Após ter uma primeira fotografia da vítima, pedia mais e no momento da negativa começava a ameaçar as vítimas para conseguir o devido material, sempre dirigindo como queria que este material lhe fosse enviado, sendo fotos ou vídeos, posições do corpo e posições da câmera, para melhor captação das imagens”, diz o delegado.

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Todas as vítimas estão sendo chamadas para prestar depoimento. O objetivo da Polícia é que o acusado seja responsabilizado por todos os crimes que cometeu ao longo dos anos. “Acreditamos que a maioria dessas vítimas sejam da região de Taquara, por este motivo, a Polícia Civil solicita que todas as famílias que tenham meninas que em algum momento tenham enviado fotos nuas nos últimos 15 anos, entrem em contato com o setor de investigação”, destaca o delegado.

Outras denúncias podem ser feitas pelo telefone da Polícia Civil de Taquara, pelo contato: (51) 98443-3481.

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