Uma casa de jogos de azar foi descoberta na manhã desta quinta-feira (30), durante o desdobramento de uma operação contra um grupo criminoso responsável por extorquir empresários no Vale do Sinos.
A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo, cumpriu um mandado de busca e apreensão em um prédio localizado na rua Marcílio Dias, no Centro de Novo Hamburgo, nas proximidades da rua Bento Gonçalves.
No local, que na fachada anunciava funcionar como restaurante com venda de mocotó e feijoada, os policiais encontraram, na prática, uma casa de jogos de azar em plena atividade.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Cerca de 50 máquinas caça-níqueis estavam ligadas e em funcionamento no momento da abordagem, realizada por volta das 6h30. Duas pessoas estavam no interior do estabelecimento, sendo uma funcionária do bingo e um homem que alegou ser cliente.
Além dos equipamentos, os agentes apreenderam uma grande quantia em dinheiro, celulares, máquinas de cartão de crédito e um caderno com anotações relacionadas aos jogos. O material será analisado para verificar a possível ligação com outros crimes, como tráfico de drogas.
As máquinas foram destruídas no local, e os policiais também recolheram valores armazenados nos equipamentos, além das ceduleiras.
De acordo com a Polícia Civil, a descoberta da casa de jogos está diretamente ligada à investigação que apura a atuação de uma quadrilha especializada em extorsão. O grupo exigia pagamentos de empresários sob ameaça de ataques, como roubos e incêndios.
A operação desta quinta-feira é continuidade de uma ação realizada na noite anterior, quando os policiais anteciparam a prisão do principal líder do grupo, em Novo Hamburgo, diante do risco de fuga.
Conforme o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, esse homem de 30 anos é suspeito de exigir R$ 50 mil à vista, além de pagamentos mensais de R$ 15 mil, de um empresário do ramo de limpeza urbana. Durante a investigação, os agentes da Draco descobriram que o mesmo criminoso também era o responsável por gerenciar a casa de jogos clandestina.
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No total, a ofensiva resultou em duas prisões preventivas, relacionadas ao esquema de extorsão contra um empresário de Estância Velha, dono de uma revenda de veículos, e na detenção de outras duas pessoas flagradas na casa de jogos de azar.
No caso da vítima de Estância Velha, o empresário chegou a pagar valores exigidos pelos criminosos, que cobravam uma espécie de “pedágio” mensal de R$ 2 mil em troca de uma suposta proteção. Após as ameaças se intensificarem, ele procurou a polícia, o que deu início à investigação.