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Pedágio do crime: Joia entregue por motoboy vira pesadelo para empresário do Vale do Sinos e caso de polícia

Operação da Polícia na manhã desta quinta-feira (30) mira quadrilha por extorsões

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 30/04/2026 às 07h:37 Última atualização: 30/04/2026 às 08h:32
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Uma suposta correntinha de ouro, entregue dentro de um envelope por um motoboy, foi o ponto de partida de uma investigação que resultou, nesta quinta-feira (30), no cumprimento de três mandados de prisão preventiva contra novos criminosos que integram uma quadrilha que promove extorsões no Vale do Sinos.

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Os mandados foram cumpridos nos bairros Boa Saúde e São José, em Novo Hamburgo. Um dos procurados acabou sendo localizado no município de Portão, onde foi preso.

A ação, denominada Operação Timeo é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo, com apoio da Delegacia de Portão. O foco é um grupo investigado por extorquir um empresário de Estância Velha, dono de uma revenda de veículos.

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Operação mira quadrilha acusada de extorquir empresário | abc+



Operação mira quadrilha acusada de extorquir empresário

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Segundo o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, o caso teve início em outubro de 2024, quando o empresário recebeu, sem qualquer explicação, um envelope entregue por um motoboy. Dentro, haveria uma correntinha de ouro 18 quilates. Sem entender do que se tratava, ele descartou o envelope.

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Dias depois, começaram as cobranças. Por telefone, criminosos passaram a exigir a devolução da joia ou o pagamento de um valor em dinheiro. Em seguida, dois suspeitos foram até o estabelecimento comercial, onde reforçaram a cobrança e ameaçaram o empresário e familiares.

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Pressionado e com medo, o empresário começou a repassar valores à quadrilha. O valor incial cobrado era de R$ 3 mil. Na sequência, o esquema evoluiu para a cobrança de uma espécie de “mensalidade” de R$ 2 mil em troca de uma suposta proteção, prática conhecida como “pedágio do crime”. Os valores eram pagos via transferência eletrônica e, assim que foram iniciados, as ameaças foram interrompidas.

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Cansado de viver sob intimidação, o empresário procurou a polícia, que passou a investigar o caso somente no ano passado. A partir do registro da ocorrência, os agentes conseguiram identificar os autores das extorsões e também os responsáveis por receber os valores.

Com base nas provas reunidas, a Justiça decretou a prisão preventiva dos investigados.

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Segundo a Polícia Civil, os fatos investigados se enquadram, em tese, nos crimes de extorsão e associação criminosa. “As investigações continuam para o completo esclarecimento do caso e possível identificação de outros envolvidos”, garante Martins.

Operação mira mais um grupo criminoso responsável por extorquir empresários do Vale do Sinos
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