Direção e compartilhamento de conteúdo pornográfico infantil-juvenil são os crimes que levaram a Polícia Civil a novo cumprimento de prisão preventiva contra Ramiro Gonzaga Barros, de 37 anos, nesta quinta-feira (5). Ele é suspeito de armazenar conteúdo de exploração sexual de crianças e adolescentes, apontado pelo delegado Valeriano Garcia Neto como o “maior predador sexual do Rio Grande do Sul“.

Foto: Polícia Civil
Preso desde 21 de janeiro, quando as autoridades e a perícia recolheram eletrônicos no aquário onde trabalhava – localizado inclusive no mesmo endereço de residência em Taquara –, Barros possui três prisões por estupro de vulnerável no ambiente real, físico; uma preventiva por estupro virtual; e duas prisões preventivas por direção e compartilhamento de material pornográfico infanto-juvenil.
O morador do Vale do Paranhana já havia sido alvo da Polícia nesta semana em função do estupro de uma menina de 13 anos, crime filmado e fotografado há cerca de sete anos. Naquela época, ele atraiu a vítima através de um perfil fake usado para se aproximar de crianças e adolescentes entre 8 e 13 anos, todas do sexo feminino.
Mesmo método atraiu adolescente de 16 anos
Em 2018, Barros teria usado do modus operandi para dirigir e compartilhar material pornográfico da vítima que culminou na preventiva desta quinta. Após estabelecer uma amizade com a moradora de Igrejinha de 16 anos, o suspeito passou a trocar fotos íntimas, e, aos poucos, exigiu imagens e gravações “cada vez mais pornográficas”, o que gerou estranhamento na adolescente.
Ela passou a negar o envio do material, o que resultou em ameaças. “A suposta menina do Facebook [perfil fake] passou a ameaçar a divulgar as fotos íntimas da vítima, caso ela não enviasse as imagens que estavam sendo exigidas”, explica o delegado sobre o caso que resultou na preventiva cumprida hoje.
Vítimas
Ao todo, 217 pessoas foram identificadas até esta quinta, mas a Polícia continua investigando Barros, visto que o Instituto-Geral de Perícias (IGP) identificou aproximadamente 750 pastas com conteúdo ilícito nos eletrônicos do suspeito.
Em sua maioria, as vítimas residem no Vale do Paranhana, o que reforça o alerta da Polícia Civil para que pais e responsáveis orientem e supervisionem o comportamento dos jovens em ambiente virtual.
Denúncias podem ser feitas sob sigilo pelo telefone da Polícia Civil de Taquara, pelo contato: (51) 98443-3481. As identidades das vítimas são preservadas.
Contraponto
A reportagem contatou a defesa de Barros para manifestação, mas não teve retorno até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para posicionamento.