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ENTENDA

Motorista que teve velocímetro travado em 200 km/h em acidente que matou empresário de Canoas deixa prisão após 5 meses

Perícia confirmou que condutor estava sob efeito de drogas no momento em que colidiu no Ford Ka de Fausto Levi

Publicado em: 14/03/2026 às 15h:07 Última atualização: 14/03/2026 às 15h:07
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Foi no começo da madrugada do dia 5 de outubro que um acidente causou a morte do empresário Fausto Levi Santana de Medeiros na Avenida Getúlio Vargas, paralela ao quilômetro 68 da BR-116, em Canoas.

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A vítima de 44 anos dirigia um Ford Ka na rodovia, por volta de 0h30 daquele domingo, quando foi atingida pelo Toyota Corolla. Devido ao impacto, Fausto morreu na hora.

Ford Ka acabou atingido com violência na traseira, o que causou a morte do empresário Fausto Levi Santana de Medeiros | abc+



Ford Ka acabou atingido com violência na traseira, o que causou a morte do empresário Fausto Levi Santana de Medeiros

Foto: REPRODUÇÃO

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Cinco meses após a prisão do homem apontado como o motorista do Corolla, que teve o velocímetro travado em quase 200 km/h no dia da batida, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concedeu liminar de habeas corpus ao condutor na sexta-feira (13).

O motorista, vale lembrar, havia sido preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) naquela mesma madrugada, após fugir do local do acidente.

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Segundo a PRF, o motorista preso apresentava “sinais de alteração da capacidade psicomotora”, embora o teste com o bafômetro não tenha indicado consumo de álcool.

Fausto Levi acabou morrendo na madrugada do dia 5 de outubro de 2025 | abc+



Fausto Levi acabou morrendo na madrugada do dia 5 de outubro de 2025

Foto: Reprodução

A investigação consequente conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Canoas revelou que ele estava sob efeito de drogas consumidas horas antes do acidente.

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Por conta do laudo encaminhado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), a Polícia indiciou o motorista de 32 anos pelo crime de homicídio de trânsito.

“Embora ele não estivesse alcoolizado, o exame constatou que ele havia consumido drogas horas antes de dirigir o carro na BR-116 e causar os dois acidentes que causaram a morte”, explicou o delegado Rodrigo Caldas.

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Segundo laudo encaminhado pelo IGP na época do acidente, o condutor estaria a 200 km/h no Toyota Corolla no momento da colisão, motivo pelo qual a batida na traseira do Ford Ka acabou sendo fatal. 

A lembrar, um outro motorista acabou gravemente ferido após ser atingido pelo Toyota Corolla durante o acidente naquela madrugada.

Felizmente, o motorista de aplicativo de 61 anos conseguiu escapar com vida, deixando o Hospital Nossa Senhora das Graças semanas depois da colisão.

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Parecer 

Na decisão de revogação da prisão preventiva, o desembargador Rinez da Trindade escreve que: “entendo que argumentos como a suposta velocidade excessiva do acusado; a alegada condução do veículo com capacidade psicomotora alterada sob o efeito de cetamina; e a possível tentativa de fuga do local dos fato, embora indiquem a gravidade dos fatos a serem devidamente apreciados na ação penal, não ensejam de forma determinante a manutenção da cautelar imposta”.

Como medidas cautelares impostas para a soltura, o juiz estipulou: “comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar atividades lícitas; proibição de ausentar-se da Comarca sem comunicação prévia ao Juízo; suspensão da permissão para dirigir veículo automotor enquanto perdurar a ação penal”.

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