O humorista e influenciador Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di, e o empresário Anderson Bonetti foram condenados, em junho deste ano, a mais de 11 anos de prisão por estelionato, no caso envolvendo a loja virtual Tá Di Zueira, que vendia, mas não entregava mercadorias.
Somente quatro meses depois, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ofereceu nova denúncia em um processo envolvendo mais vítimas de uma ação aberta em Porto Alegre.

Foto: REPRODUÇÃO
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) confirmou, na tarde desta quarta-feira (10), a denúncia apresentada pela 29ª Promotoria de Justiça Criminal de Porto Alegre no último 17 de outubro.
Segundo o Ministério Público, foi oferecida denúncia por estelionato novamente contra os dois investigados. O caso envolve um total de 64 vítimas identificadas devido ao recebimento de depósitos bancários e não envio de itens comprados na loja virtual.
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Trata-se, em suma, do mesmo modelo de denúncia pela qual Nego Di e Bonetti acabaram investigados, denunciados e posteriormente condenados em uma ação movida a partir de vítimas em Canoas.
Conforme o TJ, o caso tramita na 13ª Vara Criminal de Porto Alegre. E a Justiça determinou a citação dos réus, que agora respondem a processo criminal por estelionato majorado.
A reportagem tentou contato com a advogada Camila Kersh, que responde pela defesa, porém, não houve retorno até a publicação desta matéria.
Liberdade
Em liberdade provisória desde novembro do ano passado, o Nego Di cumpre medidas cautelares enquanto aguarda os recursos da sentença. Retornou aos palcos no começo do mês com o espetáculo “Diário de um ex-detento”.
A lembrar, ele permaneceu preso por cerca de quatro meses na Penitenciária Estadual de Canoas.