A madrugada deste sábado (11) ficará marcada para sempre na memória de Angélica Raniele Ribeiro Gomes, 34 anos. A auxiliar de perecíveis perdeu a irmã, Vanessa Ribeiro Gomes, 40, que morreu carbonizada em um incêndio na casa onde morava com a mãe e o padrasto, na Rua Antônio Roberto Kroeff, Vila Kroeff, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
“Minha filha não merecia isso”: Bebê de 11 meses fica com queimaduras após banho em creche municipal
Angélica conta que estava se preparando para sair para o trabalho, por volta das 4 horas, quando percebeu um incêndio nas proximidades. Sem conseguir enxergar de casa de onde vinham as chamas, pediu ao marido que acionasse o Corpo de Bombeiros e correu para ajudar.
Ao se aproximar do local, viu que o fogo atingia justamente a residência da mãe. “Quando cheguei aqui, o fogo já estava muito forte. A casa praticamente já tinha sido consumida. Minha mãe e meu padrasto estavam saindo, e ela chorava porque não conseguiu salvar a minha irmã”, relata.
Segundo Angélica, a mãe, 63, e o padrasto, 59, sofreram graves queimaduras ao tentarem retirar Vanessa da residência. “Eles queimaram as costas, as pernas, as mãos, a cabeça… Meu padrasto também queimou a região dos olhos. Foi tudo tentando salvar a minha irmã”, detalha.
VÍDEO: Caminhão de lixo pega fogo e cabine fica totalmente destruída em Estância Velha
A família e vizinhos ainda tentaram retirar Vanessa por uma das janelas da casa, mas uma grade e a intensidade das chamas impediram o resgate. “Foi uma noite de terror que não vou esquecer nunca. Minha mãe ficou só com a roupa do corpo, sem documentos, sem nada. Perdeu a filha e tudo o que eles tinham virou cinza”, desabafa.

Foto: Arquivo pessoal
Angélica observa que a irmã era uma pessoa com deficiência intelectual, mas que tinha uma vida ativa. “Ela era brincalhona, muito querida por todo mundo. Era muito companheira e gostava de cuidar das crianças e de brincar com elas”, lembra. Além da dor pela perda da irmã, Angélica disse que a preocupação agora é com a recuperação da mãe e do padrasto, que permanecem internados no Hospital Municipal de Novo Hamburgo. “Ela [a mãe] está desesperada. Perdeu a filha desse jeito, tentando salvar ela”, observa.