Um achado incomum ocorreu durante uma ação policial na manhã desta terça-feira (7). Durante a batizada Operação Matilha, que mirou um grupo de criminosos especializado em roubos a residência cometidos em Canoas, policiais encontraram um macaco-prego mantido em cativeiro.
Ele estava em uma residência que pertence a um dos principais alvos na cidade. Ao todo, durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão.
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Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO
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Sobre o macaco-prego, a suspeita da delegada Luciane Betoletti, que responde pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, é de que o criminoso em questão esteja envolvido no tráfico de animais da fauna silvestre brasileira.
“Nome dele [macaco-prego] é César”, explica. “O animal não possui qualquer relação com a investigação em si, mas ele foi encontrado na casa do alvo, recebeu cuidados e será encaminhado para o Zoológico Municipal de Canoas.”
Além do macaco-prego, outros quatro pássaros foram encontrados presos em gaiolas na mesma casa, que fica no limite entre Canoas e Cachoeirinha, segundo a Polícia Civil.
Invasão deu início a investigação
A investigação que culminou na ação desta terça começou em outubro do ano passado, quando criminosos invadiram uma casa e mantiveram os moradores sob a mira de revólveres enquanto os obrigavam a fazer movimentações financeiras.
A apuração consequente resultou na identificação de uma quadrilha que atacava residências com esse mesmo método, invadindo casas pela porta da frente para obrigar as vítimas a transferir valores.
Segundo as autoridades, o grupo era liderado por um bandido de alta periculosidade que permanece confinado em uma Penitenciária Estadual de Charqueadas. Da prisão, ele coordenava as ações e represálias contra as vítimas.
“Após obterem os dados das vítimas, eles passavam a perseguir e amedrontar até mesmo os parentes visando garantir valores em dinheiro”, esclarece a delegada. “Só paravam quando pulverizavam a conta da vítima.”