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EM CANOAS

"Nome dele é César": Macaco-prego é resgatado em operação contra quadrilha liderada por bandido preso

Ação mirando organização criminosa levou à apreensão de animal na casa de um dos suspeitos presos

Publicado em: 07/04/2026 às 13h:02 Última atualização: 07/04/2026 às 13h:03
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Um achado incomum ocorreu durante uma ação policial na manhã desta terça-feira (7). Durante a batizada Operação Matilha, que mirou um grupo de criminosos especializado em roubos a residência cometidos em Canoas, policiais encontraram um macaco-prego mantido em cativeiro.

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Ele estava em uma residência que pertence a um dos principais alvos na cidade. Ao todo, durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão.

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Macaco-prego mantido em cativeiro surpreendeu a Polícia Civil na manhã desta terça-feira (7), em Canoas | abc+



Macaco-prego mantido em cativeiro surpreendeu a Polícia Civil na manhã desta terça-feira (7), em Canoas

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

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Sobre o macaco-prego, a suspeita da delegada Luciane Betoletti, que responde pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, é de que o criminoso em questão esteja envolvido no tráfico de animais da fauna silvestre brasileira. 

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“Nome dele [macaco-prego] é César”, explica. “O animal não possui qualquer relação com a investigação em si, mas ele foi encontrado na casa do alvo, recebeu cuidados e será encaminhado para o Zoológico Municipal de Canoas.”

Além do macaco-prego, outros quatro pássaros foram encontrados presos em gaiolas na mesma casa, que fica no limite entre Canoas e Cachoeirinha, segundo a Polícia Civil.

Invasão deu início a investigação

A investigação que culminou na ação desta terça começou em outubro do ano passado, quando criminosos invadiram uma casa e mantiveram os moradores sob a mira de revólveres enquanto os obrigavam a fazer movimentações financeiras.

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A apuração consequente resultou na identificação de uma quadrilha que atacava residências com esse mesmo método, invadindo casas pela porta da frente para obrigar as vítimas a transferir valores.

Segundo as autoridades, o grupo era liderado por um bandido de alta periculosidade que permanece confinado em uma Penitenciária Estadual de Charqueadas. Da prisão, ele coordenava as ações e represálias contra as vítimas.

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“Após obterem os dados das vítimas, eles passavam a perseguir e amedrontar até mesmo os parentes visando garantir valores em dinheiro”, esclarece a delegada. “Só paravam quando pulverizavam a conta da vítima.”

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