abc+

Polícia

"Nós vamos achá-los", garante delegado sobre jovens desaparecidos em Canoas há quase quatro meses

Pedro Henrique Di Benedetto Rodrigues, 23 anos, Vítor Juan Santiago, 18, e Carolina Oliveira de Lima, 19, foram vistos pela última vez no dia 6 de abril

Publicado em: 23/07/2025 às 14h:22
Publicidade

Embora Canoas tenha registrado um primeiro semestre com redução histórica da violência, um crime perdura como um mistério a ser solucionado: o desaparecimento de três jovens no bairro Mato Grande.

Publicidade

Pedro Henrique Di Benedetto Rodrigues, 23 anos, Vítor Juan Santiago, 18, e Carolina Oliveira de Lima, 19, foram vistos pela última vez no dia 6 de abril, no bairro Guajuviras.

Jovens estão desaparecidos desde a noite do dia 6 de abril, quando saíram de churrasco para uma entrega, em Canoas | abc+



Jovens estão desaparecidos desde a noite do dia 6 de abril, quando saíram de churrasco para uma entrega, em Canoas

Foto: REPRODUÇÃO

CLIQUE E FAÇA PARTE DO GRUPO DE WHATSAPP DO DIÁRIO DE CANOAS.

Eles saíram do churrasco na casa de um amigo até um endereço no bairro Mato Grande, onde teriam sido mortos e, posteriormente, tiveram os cadáveres ocultados por criminosos, segundo a Polícia.

Desde então, a Polícia Civil, já levou meia dúzia à cadeia por envolvimento com o triplo homicídio. Apesar dos esforços, ainda não se sabe sobre o paradeiro das vítimas, quase quatro meses após o crime.

Publicidade

“Não é algo habitual um hiato tão grande”, frisa o diretor do Departamento Estadual de Homicídios. “As buscas nunca pararam e a Polícia Civil segue o trabalho para chegar ao paradeiro das vítimas”, acrescenta o delegado Mario Souza.

O diretor da Homicídios aponta que todos os protocolos criados pelo Departamento foram acionados e os envolvidos diretamente no crime já estão sob custódia policial, porém, o mistério perdura.

“Nós vamos achá-los”, garante Souza. “Nenhum dos suspeitos presos revelou o que aconteceu naquela noite ainda, mas é algo que estamos trabalhando e que sabemos que, mais cedo ou mais tarde, será revelado.”

Publicidade

O delegado disse entender a angústia de parentes e amigos diante do caso, contudo, lembra tratar-se de um caso complexo envolvendo organizações criminosas por trás do tráfico de drogas e entorpecentes.

“Infelizmente, sabemos que as vítimas estavam envolvidas com o tráfico de drogas e entorpecentes”, frisa. “Atribuímos à facção rival as mortes, após uma investigação complexa que revelou uma entrega de entorpecentes que culminou no desaparecimento das vítimas.”

Publicidade

Busca pelos corpos

Durante a divulgação da Operação Amissus, no final de abril, a Polícia Civil revelou áudios de WhatsApp encontrados no celular de um dos quatro suspeitos presos, o que deixou claro a intenção dos criminosos em abandonar o carro em que as vítimas estavam sem levantar suspeitas.

“Se ele for ali na delegacia, deixar o carro vai ser pior, cupincha. Como é que ele pegou o carro que estava com eles? Cadê os corpos?”, argumenta em áudio o criminoso a um comparsa sobre a possibilidade do veículo Fiat Punto ser levado até uma DP em Canoas.

Posteriormente, em outro áudio, encontrado pela Polícia Civil, ele continua: “É pior, mano. É pior fazer esse bagulho. O que tem que acontecer? O que tem que fazer é largar o carro em algum lugar, deixar a Polícia pegar o carro”, orienta o suspeito.

Publicidade

Entenda o caso

Foi na noite do dia 6 de abril que os jovens Caroline Oliveira, Vitor Juan Santiago e Pedro Henrique Rodrigues, após participarem de um churrasco na casa de amigos, desapareceram misteriosamente.

A Polícia revelou que Caroline recebeu uma ligação para uma tele-entrega de entorpecentes no bairro Mato Grande, no território de uma facção criminosa rival, para o qual ela e os dois amigos estariam vinculados.

Publicidade

O trio, vale lembrar, desapareceu após deixar o local onde estavam a bordo de um Fiat Punto. O veículo foi encontrado abandonado dois dias depois. No carro, não foram encontradas marcas de sangue ou violência.

“Entre a saída do bairro Guajuviras e a chegada no bairro Mato Grande, território da facção rival, onde deixaram o carro, eles acabaram desaparecendo. É isso que buscamos esclarecer”, revelou na época a delegada Graziela Zinelli.

Publicidade

A hipótese mais clara é que os três jovens tenham sido colocados à força em outro carro e levados até algum local, no entanto, a Polícia não tem conhecimento ainda do que aconteceu depois.

“Não se sabe se foram arrebatados ou o que aconteceu. Sabemos que saíram para fazer uma tele-entregas de drogas e sumiram”, explicou a delegada durante a primeira ofensiva aos criminosos envolvidos.

Publicidade