O homem acusado de tentar matar o próprio filho em Novo Hamburgo vai progredir para a prisão domiciliar. O caso aconteceu no último dia 19 de dezembro. Dorsi de Sousa Marques, de 57 anos, estava preso desde 23 de dezembro, quando se apresentou à Delegacia de Homicídios.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
A prisão domiciliar foi concedida na quinta-feira (15), e Dorsi retornou à sua residência nesta sexta (16). Segundo os advogados Antenor Colombo Neto e Ingrid Pauly, a defesa ainda vai tentar liberdade provisória.
Dorsi vive com a esposa na residência para onde retornou no bairro Boa Saúde. De acordo com os advogados, a mulher teria, inclusive, um pedido de medida protetiva contra o filho do casal. Ainda conforme a defesa, essa medida havia sido descumprida no último dia 7, logo após o jovem ser liberado do Hospital Municipal.
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Relembre o caso
O caso aconteceu na noite de 19 de dezembro, no bairro Boa Saúde. Conforme a versão apresentada por Dorsi, a situação foi o desfecho de uma sequência de conflitos envolvendo o filho, que mora em uma casa nos fundos do mesmo terreno.
Segundo ele, antes do episódio, a Brigada Militar havia sido acionada pelo menos duas vezes para atender ocorrências relacionadas ao filho, o que, conforme relatou, passou a gerar desgaste e preocupação.
O pai afirma que, na sexta-feira, decidiu procurar o filho para conversar e tentar encerrar a situação, inclusive pedindo que ele deixasse o imóvel e voltasse a morar em um apartamento que possui.
Durante essa conversa, o filho teria se exaltado, arremessado uma faca em sua direção e, em seguida, o imobilizado com um golpe mata-leão. Os dois caíram no chão e, segundo ele, já com falta de ar, acabou pegando a faca que estava no chão para se defender.
“Comecei a sentir falta de ar e caí. Eu peguei a faca pra me defender. Depois dos golpes, perdi os sentidos, não lembro de mais nada”, relatou, na época, em entrevista ao repórter Isaias Rheinheimer.
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Decisão de se entregar à polícia
Sobre a decisão de se apresentar à polícia no dia 23, Marques afirmou na ocasião que acredita que precisa responder pelos seus atos, mas que confia que a verdade virá à tona.
“Eu tenho que me apresentar. Se cometi um erro, vou ter que pagar. Tenho que ser honesto. Mas a verdade é que agi em legítima defesa”, frisa.
Mesmo diante do drama familiar, o pai diz torcer pela recuperação do filho e espera ainda poder reconciliar a relação. “Estou torcendo que ele se recupere. É muito triste o que aconteceu”, completa.