A morte de Lia Miriã Domingos Samurio, de 1 ano e 8 meses, pode ter desfecho no começo da próxima semana. Os pais da criança estarão no Tribunal do Júri de Porto Alegre na próxima segunda-feira (3), acusados de torturar e matar a menina em março de 2024.
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Foto: TJRS
Lia Miriã morreu no dia 1º de abril do ano passado, após ser levada para atendimento médico já em coma profundo, em decorrência de hemorragia encefálica causada por traumatismo craniano. Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul, o laudo necroscópico apontou ainda sinais de tortura, como escoriações, fraturas não tratadas e negligência alimentar e de higiene.
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Denúncias
Conforme a denúncia oferecida pelo MPRS, os réus submeteram a criança a agressões físicas e psicológicas durante quatro meses, culminando em lesões compatíveis com a “Síndrome do Bebê Sacudido”.
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O MPRS atribui aos acusados os crimes de homicídio qualificado — por motivo fútil, meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, contra menor de 14 anos e praticado por ascendentes — e tortura em continuidade delitiva. A atuação das promotoras busca garantir justiça diante da gravidade dos fatos e da vulnerabilidade da vítima. Os réus chegaram a ser presos e soltos, mas voltaram ao sistema prisional após recurso da promotora Lúcia Helena Callegari.