Um homem apontado como operador contábil e financeiro da quadrilha responsável por extorquir empresários do Vale do Sinos, foi preso em flagrante no bairro Solar do Campo, em Campo Bom, durante a nova fase da ofensiva ocorrida nesta quarta-feira (4). A prisão dele é considerada estratégica pela Polícia Civil.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Com o investigado, os agentes apreenderam um revólver calibre 22, aparelhos celulares, nove pendrives e duas bolsas cheias de documentos, muitos destes documentos em nome de outros investigados. Segundo o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo, o material pode trazer novos elementos para a investigação e ajudar a sufocar financeiramente o grupo.
“É um indivíduo que já estava no nosso radar há bastante tempo. Ele é investigado em vários procedimentos, mas essa foi a primeira oportunidade de prendê-lo em flagrante, com arma ilegal e vasta documentação”, destacou o delegado.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
A prisão também evidencia o papel estratégico do suspeito no esquema de lavagem de dinheiro da facção. De acordo com o delegado, trata-se de um articulador que investia recursos oriundos das extorsões no mercado de criptoativos. Ele já havia sido preso recentemente pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e estava em prisão domiciliar.
Todos os presos são moradores de Campo Bom
A ofensiva desta quarta-feira (4) mobilizou mais de 160 policiais civis em nove cidades. Ao todo, foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão contra 43 pessoas investigadas por crimes como extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As ações ocorreram em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Campo Bom, Dois Irmãos, Canoas, Porto Alegre, Caxias do Sul, Tramandaí e Itapema (SC).
Além do operador contábil da quadrilha, outros dois moradores de Campo Bom também foram presos em flagrante munições de diferentes calibres, carregadores de pistola e fuzil, arma de fogo e balança de precisão, entre outros objetos ligados ao crime organizado.
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Quatro lideranças da facção também foram alvos de buscas. Um morador de Novo Hamburgo, apontado como o principal laranja da quadrilha, também sofreu buscas em sua residência do bairro Operário. Segundo a Polícia Civil, o hamburguense era responsável por “esquentar” o dinheiro vindo das extorsões, que depois era repassado aos integrantes do grupo. No período em que foi investigado, o homem movimentou cerca de R$ 10 milhões, valor incompatível com sua ocupação formal.
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Esta foi a sétima fase da Operação Timeo e que visa descapitalizar um braço da facção Os Manos. “Nosso objetivo é aumentar o custo que esses criminosos têm para praticar esse tipo de crime, para tentar desincentivá-los. Queremos sufocar financeiramente a organização e impedir que sigam ameaçando a sociedade”, reforçou o delegado Ayrton Martins Júnior.