abc+

ABC NAS RUAS

Polícia acredita que colocou as mãos em operador contábil de quadrilha que extorquia empresários

Operação terminou com três prisões em flagrante; todos eles são moradores de Campo Bom

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 04/06/2025 às 13h:31 Última atualização: 04/06/2025 às 13h:35
Publicidade

Um homem apontado como operador contábil e financeiro da quadrilha responsável por extorquir empresários do Vale do Sinos, foi preso em flagrante no bairro Solar do Campo, em Campo Bom, durante a nova fase da ofensiva ocorrida nesta quarta-feira (4). A prisão dele é considerada estratégica pela Polícia Civil.

Publicidade

Polícia realiza nova operação contra quadrilha que pratica extorsões contra empresários do Vale do Sinos | abc+



Polícia realiza nova operação contra quadrilha que pratica extorsões contra empresários do Vale do Sinos

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

CONFIRA AQUI | “Estamos buscando aumentar o custo dos indivíduos que estão praticando extorsões”: Operação da Polícia tem três presos

Com o investigado, os agentes apreenderam um revólver calibre 22, aparelhos celulares, nove pendrives e duas bolsas cheias de documentos, muitos destes documentos em nome de outros investigados. Segundo o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo, o material pode trazer novos elementos para a investigação e ajudar a sufocar financeiramente o grupo.

“É um indivíduo que já estava no nosso radar há bastante tempo. Ele é investigado em vários procedimentos, mas essa foi a primeira oportunidade de prendê-lo em flagrante, com arma ilegal e vasta documentação”, destacou o delegado.

Duas bolsas com documentos, inclusive em nome de outros investigados, são apreendidas na casa do operador contábil do bando | abc+



Duas bolsas com documentos, inclusive em nome de outros investigados, são apreendidas na casa do operador contábil do bando

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Publicidade

LEIA AQUI: Carla Zambelli e hacker usaram acesso de juíza de Novo Hamburgo para invadir sistemas da Justiça, diz PGR

A prisão também evidencia o papel estratégico do suspeito no esquema de lavagem de dinheiro da facção. De acordo com o delegado, trata-se de um articulador que investia recursos oriundos das extorsões no mercado de criptoativos. Ele já havia sido preso recentemente pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e estava em prisão domiciliar.

Todos os presos são moradores de Campo Bom

A ofensiva desta quarta-feira (4) mobilizou mais de 160 policiais civis em nove cidades. Ao todo, foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão contra 43 pessoas investigadas por crimes como extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As ações ocorreram em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Campo Bom, Dois Irmãos, Canoas, Porto Alegre, Caxias do Sul, Tramandaí e Itapema (SC).

Publicidade



Além do operador contábil da quadrilha, outros dois moradores de Campo Bom também foram presos em flagrante munições de diferentes calibres, carregadores de pistola e fuzil, arma de fogo e balança de precisão, entre outros objetos ligados ao crime organizado.

Publicidade

GRIPE AVIÁRIA: Ministro da Agricultura diz que há índicios de que doença foi controlada após foco em granja de Montenegro

Quatro lideranças da facção também foram alvos de buscas. Um morador de Novo Hamburgo, apontado como o principal laranja da quadrilha, também sofreu buscas em sua residência do bairro Operário. Segundo a Polícia Civil, o hamburguense era responsável por “esquentar” o dinheiro vindo das extorsões, que depois era repassado aos integrantes do grupo. No período em que foi investigado, o homem movimentou cerca de R$ 10 milhões, valor incompatível com sua ocupação formal.

Polícia acredita ter chegado a operador financeiro e contábil de quadrilha de extorsões

CONFIRA TAMBÉM: Bebê de 1 ano entra em coma após receber superdosagem de medicamento em hospital do RS

Esta foi a sétima fase da Operação Timeo e que visa descapitalizar um braço da facção Os Manos. “Nosso objetivo é aumentar o custo que esses criminosos têm para praticar esse tipo de crime, para tentar desincentivá-los. Queremos sufocar financeiramente a organização e impedir que sigam ameaçando a sociedade”, reforçou o delegado Ayrton Martins Júnior.

Publicidade