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Violência x turismo

Polícia da Bahia prende 12 pessoas suspeitas de ataque a turistas leopoldenses

O ataque ocorreu durante uma viagem de carro pelo interior da cidade de Prado, na manhã de terça-feira (24), ferindo duas pessoas; irmãs não correm risco de morte e estariam em observação no hospital após cirurgia

Publicado em: 25/02/2026 às 16h:38 Última atualização: 25/02/2026 às 16h:38
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O ataque a tiros sofrido por turistas gaúchos (seriam duas leopoldenses as baleadas) que estavam viajando de carro por estrada rural da cidade de Prado, no Extremo Sul da Bahia, resultou na captura de pelo menos 12 pessoas até o momento.

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Operação policial baiana capturou 12 suspeitos por ataque contra turistas; oito foram presos e quatro adolescente foram apreendidos. Os presos foram autuados por tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores



Operação policial baiana capturou 12 suspeitos por ataque contra turistas; oito foram presos e quatro adolescente foram apreendidos. Os presos foram autuados por tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores

Foto: Alberto Maraux/sECRETARIA DE sEGURANÇA pÚBLICA DA bAHIA

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os doze suspeitos foram conduzidos, já na tarde da terça-feira (24), horas após o ataque (que ocorreu por volta das 10 horas da manhã), por envolvimento no ataque, sendo autuadas por tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores.

Os oito adultos presos e quatro adolescentes apreendidos foram capturados em operação das Polícias Militar, Federal e Civil, iniciada logo após o ataque. Com os suspeitos foram apreendidos quatro carabinas e um revólver calibres 12 e 38, além de munições. Segundo as forças policiais, os armamentos estavam enterrados em uma área de mata fechada, próxima ao local onde as vítimas foram atacadas.

O governo baiano informou que as duas vítimas dos tiros tiveram atendimento inicial em Corumbau e tiveram que ser transferidas (sendo levadas de helicóptero) para o Hospital Luís Eduardo Magalhães, na cidade de Porto Seguro. Segundo boletim do hospital, ambas passaram por procedimento cirúrgicos e permanecem estáveis (e se risco de morte) em acompanhamento em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), ainda sem previsão de alta.

Ataque de surpresa na estrada

Segundo a Secretaria de Segurança baiana, em depoimento, as vítimas contaram que faziam um passeio pela região quando visualizaram um bloqueio na estrada. Durante a tentativa de desvio, um grupo com rostos pintados disparou contra o veículo. 

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O veículo teria sido alvo de vários tiros e as duas mulheres sofreram ferimentos, segundo nota da Polícia Militar da Bahia. “O Comando de Policiamento da Região do Extremo Sul informa que, na manhã desta terça-feira (24), por volta das 10h, duas mulheres, ambas naturais do Estado do Rio Grande do Sul, foram vítimas de disparos de arma de fogo na localidade da Barra do Cahy, distrito de Corumbau, no município de Prado/BA.”

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Não houve a confirmação oficial da identificação das vítimas. As informações iniciais relatavam que elas seriam de São Leopoldo, teriam 55 e 57 anos e seriam irmãs, e estavam em viagem de turismo no Estado da Bahia. Elas e o homem (marido de uma delas) estariam hospedadas em Corumbau e seguiam para a praia de Barra do Cahy quando o veículo foi atingido pelos disparos.

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Segundo o portal G1/RS, as leopoldenses baleadas seriam as irmãs Denise Moro, 57 anos, e Josiane Moro, 55. O marido de Josiane, Luis Alberto Dutra, estava com elas no carro atacado. A reportagem ABCmais buscou entrar em contato com alguém da família, mas não obteve retorno. Josiane é técnica em enfermagem e responde pela administração de lar geriátrico localizado no bairro São João Batista, em São Leopoldo. A reportagem contatou o local e o responsável preferiu não se manifestar.    

Turistas gaúchas foram baleadas em zona de conflito de terras na Bahia



Turistas gaúchas foram baleadas em zona de conflito de terras na Bahia

Foto: Reprodução Redes Sociais

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Em entrevista à TV Santa Cruz, da Bahia, Luis Alberto (conhecido como Beto) disse que a família passeava na região desde o sábado da semana passada e que nesta terça-feira (24) decidiram ir até uma praia da Barra do Cahy. “Fomos tranquilos, não tinha nenhum movimento na estrada. Faltava uns 100 metros para chegar no nosso destino e ouvimos barulho de estampido. Olhamos para o lado e tinha um barranco, várias pessoas atirando na gente”, relatou à reportagem da TV baiana.

Beto disse que ao serem atacados ele ergueu os braços e disse que era turista. “Eles só gritavam e mandavam a gente ir embora”. Segundo relato à TV Santa Cruz, Beto disse que ele levou a esposa e a cunhada para Corumbau, na pousada onde estavam hospedados. Lá, uma equipe médica os encaminhou para atendimento em Porto Seguro.

Área de conflitos e terras indígenas

Segundo veículos de comunicação baianos, a região onde ocorreram os disparos é marcada por conflitos relacionados a disputas de terras entre indígenas e ruralistas, e que neste início de ano os confrontos se intensificaram.

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O governo baiano reforçou o policiamento na região e busca diálogo com os ruralistas e indígenas.

Em novembro do ano passado, a terra indígena de Comexatibá foi declarada posse permanente do povo indígena Pataxó, segundo nota do Ministério da Justiça, que informou que o processo foi encaminhado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para a demarcação física do território. A Funai diz que o processo está em andamento, mas ainda não foi concluído.  “A Terra Indígena (TI) Comexatibá, na região de Prado (BA), já foi declarada de posse permanente do povo Pataxó pelo Ministério da Justiça em novembro de 2025, por meio da Portaria nº 1.073 e o processo de demarcação segue em curso, aguardando a fase final de homologação. Diante da situação, a Funai mantém articulação com órgãos de segurança pública e demais instituições federais e preza pela devida apuração dos fatos, reforçando a necessidade de proteção tanto às comunidades indígenas quanto à população civil na região”, destacou a fundação em nota à imprensa.

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O Coletivo de Lideranças Indígenas da Terra Indígena Comexatibá também se manifestou após o ataque, destacando em nota p que os disparos que atingiram as turistas não foram feitos por integrantes do movimento pela terra indígena de Comexatibá. Segundo o grupo, a falta de demarcação física das terras põe os povos indígenas em “situação de vulnerabilidade e insegurança jurídica permanente. Que as autoridades competentes investiguem com imparcialidade e transparência os episódios violentos ocorridos”.

A Secretaria de Segurança da Baia relata que “equipes da Força Integrada de Combate a Crimes Comuns envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais seguem na região reforçando o patrulhamento e as ações de inteligência”.

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