O professor preso em Canoas por suspeita de abusos e importunação sexual no Colégio Marechal Rondol, em Canoas, está em liberdade nesta quinta-feira (26). O caso veio à tona na manhã de quarta (25), quando uma suposta “brincadeira” em sala de aula teria servido de estopim para uma série de denúncias.

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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O professor acabou preso em flagrante pela Brigada Militar em casa, minutos após sair da escola onde dava aula. Segundo a Polícia Civil, não havia elementos para manter o profissional na cadeia, e ele acabou liberado após conversar com a autoridade policial.
À frente da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Canoas, o delegado Maurício Barison explicou que ele não terminou preso. “Não havia elementos para mantê-lo preso”, confirmou o delegado. “Agora, vamos começar a investigar o caso”, completou.
Por conta do caso, a Delegacia de Pronto Atendimento acabou lotada de estudantes, pais e responsáveis objetivando denúncias. A maioria, entretanto, acabou com as oitivas agendadas pela DP para posteriormente conversarem sobre a postura do professor em aula.
Por se tratarem de vítimas entre 12 e 14 anos, a reportagem não destaca os nomes dos envolvidos, conforme vedação prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Afastado durante investigações
Em nota, publicada nas redes sociais ainda na quarta, ao Colégio Marechal Rondon afirmou que teve “ciência dos fatos ocorridos na data de hoje” e que já foram adotadas as providências cabíveis. “O professor envolvido foi afastado enquanto as investigações estão em andamento, e estamos colaborando plenamente com os órgãos superiores.”
A instituição disse ainda que repudia “qualquer forma de violência” e se colocou à disposição para esclarecimentos. “Nossa prioridade é garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos os nossos alunos e colaboradores.”
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação confirmou somente que o professor foi levado à delegacia após denúncias de estudantes. Além do trabalho de apuração policial, a 27ª Coordenadoria Regional de Educação abrirá sindicância para apuração dos fatos.
Em paralelo, uma equipe da Coordenadoria prestará apoio à comunidade escolar, com ação de acolhimento por meio do Núcleo de Saúde e Bem-Estar.