O hacker responsável por um elaborado esquema de invasão a bancos de dados de órgãos governamentais foi preso nesta terça-feira (16) pela Polícia Civil gaúcha. Ele foi detido em Pernambuco. (Veja o vídeo no fim da matéria).

Foto: Polícia Civil
A investigação aponta que ele roubava informações sigilosas para depois vendê-las a intermediários, também chamados de painelistas, que automatizam sistemas de buscas em grupos em aplicativos de mensagens para a aplicação de golpes virtuais. Em um dos casos, os dados que o homem de 26 anos conseguiu foram usados para ameaçar o youtuber Felca.

Foto: Polícia Civil
A Operação “Medici Umbra 3 – A Fonte”, da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE/DERCC), cumpriu mandados hoje em Porto de Galinhas (PE), Extremoz (RN) e São Paulo (SP). O objetivo da Polícia é desarticular a cúpula do grupo criminoso especializado em invasão de sistemas informáticos, estelionato eletrônico e falsificação de documentos. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e outros três de busca e apreensão.
LEIA TAMBÉM: Empresário de Novo Hamburgo era ameaçado por ex-funcionária e o marido dela, que acaba preso por extorsão

Foto: Polícia Civil
O homem preso em Pernambuco já havia invadido sistemas do Poder Judiciário, do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e de sistemas de trânsito de diferentes estados.
Ele teria tido acesso, ainda, a um dos mais sensíveis sistemas de inteligência do País, enviando um print da interface com acesso a APIs de investigação de fraudes bancárias, reconhecimento facial e de voos domésticos e internacionais da Polícia Federal.
Um dos intermediários, um homem de 26 anos do Rio Grande do Norte, criou uma plataforma de “puxadas”, como são chamadas as consultas ilegais de dados, em grupos on-line, para atrair outros criminosos e vender acesso a informações sensíveis.
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
Em São Paulo, o alvo foi um homem, também de 26 anos, investigado por fraude contra médicos gaúchos.
A Polícia destaca que a investigação foi iniciada a partir de uma série de ataques e fraudes contra médicos no Rio Grande do Sul. “A análise aprofundada do material apreendido, aliada a ferramentas tecnológicas de investigação e ao rastreamento financeiro, permitiu à Polícia Civil ‘escalar’ a hierarquia do grupo.”
Desta forma, foram presos o indivíduo que invadia os sistemas governamentais para obter dados sensíveis, os intermediários que compravam e revendiam estes dados em plataformas e também os executores diretos de fraudes que utilizavam os dados para prática de crimes.