A Polícia Civil e o Instituto-Geral de Perícias (IGP) já conseguiram identificar a origem do material biológico encontrado boiando no Guaíba, em Porto Alegre, no meio da tarde deste sábado (6). O material foi recolhido na Avenida Guaíba, em frente à Praça Araguaia, no bairro Assunção, na Zona Sul.

Foto: Pedro Müller/Especial
Frequentadores do calçadão do bairro Assunção identificaram o material boiando na água, próximo à mureta da orla, e acionaram a Polícia Civil. O IGP recolheu e, após análise, foi concluído que tratam-se de órgãos de um bovino. A informação é do delegado Leandro Bodoia, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O caso chamou atenção porque mais cedo, por volta das 10 horas, uma perna humana foi localizada na beira do Guaíba, no bairro Ipanema, também na Zona Sul da capital. O material foi recolhido e será periciado pelo IGP. Cerca de cinco quilômetros separam os bairros Ipanema e Assunção.
O delegado Mário Souza, diretor do Departamento de Homicídios da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, disse à imprensa da capital que a perna pode ser da mulher morta e mutilada pelo publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos. Ele foi preso nesta quinta-feira (4) na Zona Norte da capital.
Ele teria matado a namorada e esquartejado o corpo. Partes foram colocadas em um saco, encontrado no início de agosto no bairro Santo Antônio. No dia 20, o publicitário deixou uma mala no guarda-volumes da rodoviária de Porto Alegre com o tronco da mulher. A cabeça ainda não foi localizada.