Dois soldados da Brigada Militar, ambos lotados no 25º Batalhão de Polícia Militar (BPM), de São Leopoldo, foram presos preventivamente por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e com lideranças do crime organizado no município. A prisão ocorreu na quinta-feira (18), mas a confirmação oficial do caso foi feita apenas nesta sexta-feira (19).
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
A ação foi realizada pela Corregedoria-Geral da Brigada Militar, que apura a conduta e a relação dos dois policiais com lideranças do tráfico de drogas que atuam em uma região do bairro Santos Dumont. Os investigados têm 30 e 32 anos.
Os soldados são investigados por crimes como corrupção, concussão, peculato e prevaricação. A suspeita é de que eles recebiam valores de integrantes do tráfico de drogas. A investigação, portanto, busca esclarecer a extensão da relação dos policiais com o crime organizado e se houve facilitação ou proteção de atividades criminosas.
Soldado já estava com tornozeleira eletrônica e deu tiros no próprio celular para eliminar provas
Um dos soldados já se estava afastado das funções e monitorado por tornozeleira eletrônica no momento em que a prisão preventiva foi cumprida. Ele havia sido alvo de mandados de busca e apreensão há cerca de duas semanas. Durante o cumprimento da ordem judicial, quando agentes da Corregedoria chegaram à residência do policial, ele deu um tiro contra o próprio aparelho celular. A atitude teria sido uma tentativa de eliminar possíveis provas.
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A partir disso, a apuração foi aprofundada e resultou no pedido de prisão preventiva dos dois soldados.
A Corregedoria-Geral da Brigada Militar segue conduzindo a investigação. Por nota, a Brigada Militar informa que há procedimento investigativo em andamento, envolvendo policiais militares vinculados ao 25º BPM.
“Em razão de o inquérito encontrar-se em curso e tramitar sob sigilo, não é possível confirmar nomes, detalhes operacionais, medidas cautelares específicas ou circunstâncias relacionadas às diligências, tampouco antecipar conclusões ou comentar informações sensíveis”, diz a instituição.
A BM esclarece, ainda, que todas as providências administrativas cabíveis são adotadas de forma imediata e rigorosa sempre que há indícios de irregularidades, “observando-se estritamente os procedimentos legais aplicáveis à fase investigativa, com respeito às garantias legais e à correta apuração dos fatos”.