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OPERAÇÃO NO VALE DO SINOS

"Prendemos a liderança que autorizou a execução": Morador de Novo Hamburgo foi vítima de sessões de tortura

Em frente à casa do pai, homem de 26 anos foi brutalmente espancado com pedaços de pau, chutes e socos

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 26/02/2025 às 09h:24 Última atualização: 26/02/2025 às 09h:48
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A Polícia Civil de Novo Hamburgo deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Tormentum, que desarticulou uma célula criminosa ligada a uma facção que domina o Rio Grande do Sul. O grupo foi responsável pelo sequestro, tortura e assassinato de Maurício Maciel Popioeck, de 26 anos, no bairro Canudos.

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Operação apreendeu dinheiro e prendeu encvolvidos com o crime em Novo Hamburgo | abc+



Operação apreendeu dinheiro e prendeu encvolvidos com o crime em Novo Hamburgo

Foto: Polícia Civil

Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de prisão temporária – cinco foram cumpridas efetivamente – e onze ordens de busca e apreensão. Entre os presos está o líder da organização criminosa, apontado como mandante da execução. “Prendemos a liderança que autorizou a execução da vítima. Essa foi uma prisão importante”, afirmou o delegado Gabriel Borges, que responde interinamente pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Novo Hamburgo.

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Operação apreendeu dinheiro e prendeu encvolvidos com o crime em Novo Hamburgo

Foto: Polícia Civil

Além dele, quatro suspeitos que participaram diretamente do sequestro e das sessões de tortura foram presos, e uma sexta pessoa foi presa em flagrante com R$ 25 mil em dinheiro, além de objetos relacionados ao crime organizado.

Veja o vídeo

"Prendemos a liderança", diz delegado sobre caso de morador de NH vítima de tortura
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Confusão com moto motivou crime

Maurício Maciel Popioeck foi raptado da casa do pai, na Rua Uruguai, no bairro Canudos, por volta das 2h30 da madrugada de 13 de dezembro. Segundo testemunhas, dois veículos pratas chegaram ao local com os criminosos, que invadiram o imóvel e arrastaram a vítima para fora.

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Ainda em frente à residência, Popioeck foi brutalmente espancado com pedaços de pau, chutes e socos. Testemunhas relataram que os agressores questionavam sobre uma moto preta, enquanto ele afirmava que não havia pegado nenhuma motocicleta, pois possuía uma própria, de cor vermelha.

Depois das agressões, ele foi colocado à força no banco do passageiro de um dos veículos e levado para a Vila Kipling, no mesmo bairro. Cerca de uma hora depois, os suspeitos retornaram ao endereço inicial e o retiraram do porta-malas, deixando-o em frente à casa. Com ferimentos graves pelo corpo, principalmente nos braços, costas e cabeça, Popioeck foi socorrido por familiares e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Canudos.

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Por volta das 10 horas da manhã de sexta-feira (13), a vítima foi transferida para o Hospital Municipal de Novo Hamburgo para exames. Mesmo consciente até então, sofreu uma parada cardíaca ao chegar à unidade de saúde. A equipe médica conseguiu reanimá-lo após cerca de 10 minutos, mas os exames revelaram hemorragias internas severas, que comprometeram órgãos como o intestino.

O quadro de Popioeck se agravou entre a noite de sexta e a manhã de sábado (14). Com a perda excessiva de sangue, a equipe médica iniciou o protocolo para confirmar morte cerebral. Por volta das 15 horas de sábado, ele faleceu.

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Investigação e operação

A Polícia Civil reuniu provas contra os envolvidos ao longo de três meses de investigação. As diligências permitiram identificar a estrutura do grupo criminoso e sua conexão com o tráfico de drogas no Vale do Sinos. O delegado Gabriel Borges destacou que o líder preso era considerado um alvo difícil, mas a investigação conseguiu demonstrar seu envolvimento direto na ordem para matar a vítima.

O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mário Souza, classificou o caso como “extremamente grave”, exigindo uma investigação detalhada. Já o delegado Thiago Carrijo, da Divisão de Homicídios da Região Metropolitana, afirmou que a operação foi “uma resposta eficaz e exitosa contra o crime organizado”.

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Os presos serão encaminhados ao sistema prisional, e as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.

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