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EXECUÇÃO

Quatro PMs são indiciados pelo assassinato de jovem algemado em cidade do RS

Policiais militares inicialmente apresentaram ocorrência alegando legítima defesa, afirmando que a vítima teria atacado com uma faca

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Publicado em: 19/07/2025 às 10h:07 Última atualização: 19/07/2025 às 10h:08
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Quatro policiais militares foram indiciados pela Polícia Civil por envolvimento no assassinato do jovem Geovane Matias Maciel, de 19 anos, em Bom Jesus. A vítima foi morta com quatro tiros enquanto estava algemada no dia 4 de março. O suspeito de ter feito os disparos foi preso no último dia 10.

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Imagem mostra o momento da execução | abc+



Imagem mostra o momento da execução

Foto: Reprodução/Redes sociais

O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário na sexta-feira (18). Conforme a Polícia Civil, os tiros foram efetuados no quilômetro 64 da BR-285. Inicialmente, os PMs apresentaram a ocorrência alegando legítima defesa, afirmando que Maciel os teria atacado com uma faca.

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No entanto, o surgimento de um vídeo, encaminhado ao Ministério Público, deu outro rumo à investigação. Nele, a vítima aparece já rendida e algemada no momento em que foi atingida por disparos.

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Com o aprofundamento da apuração, foram realizadas uma série de diligências cruciais, como a análise de laudos periciais de necropsia e balística, que confirmaram que os projéteis que atingiram a vítima partiram da arma de um dos policiais, além de oitivas e reinquirições de testemunhas e dos próprios investigados, requisição de perícia do vídeo, entre outros métodos.

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“Após o trabalho investigativo, ficou demonstrada que a versão inicialmente apresentada pelos policiais militares era inverídica e que os envolvidos teriam alterado a cena do crime, fornecendo informações incorretas sobre o local exato da abordagem com o objetivo de obstruir as investigações e se eximir da responsabilidade criminal”, informou a Polícia Civil por meio de nota publicada na sexta.

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Os indiciamentos

O soldado da Brigada Militar apontado como autor dos disparos foi indiciado por homicídio qualificado e fraude processual. Os outros três PMs, sendo um sargento e dois soldados, foram indiciados por fraude processual e prevaricação.

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