As duas pessoas presas em flagrante por maus-tratos a animais durante operação em um canil com cerca de 200 cães e gatos, em Dois Irmãos, já haviam sido detidas em uma operação anterior, no mesmo local, há três anos.
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Foto: Polícia Civil
Até o começo da tarde desta quinta-feira (23), os responsáveis pelo canil seguiam presos, aguardando audiência de custódia.
As identidades dos investigados não foram divulgadas, mas o delegado Felipe Borba confirmou que a ação realizada nesta quarta (22) ocorreu em um dos locais investigados em fevereiro de 2023.
Naquele ano, a operação Geisel, que investigava o canil a partir de denúncia de maus-tratos, chegou a prender cinco pessoas, quatro delas da mesma família, além de um veterinário. Em dois endereços no bairro Travessão foram verificadas irregularidades. O alvará de funcionamento do canil chegou a ser suspenso na época, até as regularizações.
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Segunda investigação
Na ação desta quarta, foram encontrados cães de raças como Spitz Alemão e Cavalier, comercializados por valores entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.
Conforme o delegado, durante a inspeção, as veterinárias que acompanharam a ação apontaram graves falhas estruturais, sanitárias e de bem-estar animal. No local foram observados animais com quadros clínicos de diarreia, sarna e dermatites alérgicas, além de superlotação, mistura de espécies no mesmo ambiente, falhas de higienização e ausência de controle sanitário e reprodutivo.
A Vigilância Sanitária determinou a interdição do canil. Enquanto ocorre o processo, foi designada uma pessoa como depositária fiel e responsável pelos cuidados necessários dos animais.