Após registrar novos casos de feminicídio em curto intervalo, o Rio Grande do Sul chegou a 13 crimes contra a mulher em 40 dias de 2026. O mais recente foi descoberto nesta terça-feira (10), quando os corpos de uma mulher e do ex-marido dela foram encontrados em uma casa na área central de Santa Clara do Sul, município do Vale do Taquari. O crime teria acontecido na noite de segunda-feira (9).
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Foto: Polícia Civil
O corpo de Juliane Cristine Schuster foi encontrado, com marca de tiro, no banheiro da casa. Já o corpo do ex-marido dela, Fabiano Luís Fleck, estava na garagem. Ainda, o atual namorado da mulher foi encontrado no mesmo local e socorrido em estado grave. A suspeita da Polícia Civil é que o autor dos crimes seja outro ex-companheiro de Juliane, que seguia foragido até a tarde desta terça.
Uma criança de 5 anos, filha de uma das vítimas, estava no local no momento do crime. Durante todo período entre o crime e o encontro dos corpos, que teria levado cerca de 10 horas, ela permaneceu no local. A criança foi encaminhada aos cuidados do Conselho Tutelar.
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O outro caso mais recente aconteceu no sábado (7), em São Francisco de Paula. Yanca Soares Diniz foi morta a facadas pelo companheiro na casa do casal. O homem foi localizado e preso em Bom Jesus, a cerca de 120 quilômetros do local do crime.
A onda de violência contra a mulher tem chocado o Estado neste início de ano, com registros frequentes de feminicídio em curto intervalo.
RS chega ao 13º feminicídio
- Juliane Cristine Schuster foi encontrada morta no banheiro de uma casa de Santa Clara do Sul na segunda-feira (9). O corpo tinha ferimento provocado por arma de fogo. No imóvel, também foi localizado sem vida o ex-marido dela, Fabiano Luís Fleck, e o atual namorado foi socorrido, no mesmo loca, com graves ferimentos. A suspeita da Polícia Civil é que o autor dos crimes seja outro ex-companheiro da mulher, que fugiu do local;
- Yanca Soares Diniz, 30, foi morta a facadas pelo companheiro em São Francisco de Paula, no sábado (7). O homem seguia foragido;
- Marlei de Fátima Froelick, 53, foi assassinada a tiros pelo ex, 57, em Novo Barreiro, no dia 29 de janeiro. O agressor foi preso;
- Paula Gomes Gonhi, 44, foi atingida por facadas desferidas pelo companheiro, 31, em Santa Cruz do Sul no dia 26 de janeiro. Ele foi preso;
- Karizele de Oliveira Sena, 30, – Kaka, como era conhecida – foi morta a facadas dentro da própria casa em Novo Hamburgo na madrugada de 24 de janeiro. O agressor, Kelvyn Luan Tavares Nunes, 31, companheiro da vítima, fugiu do endereço, mas acabou se entregando à Polícia após mais de 20 horas foragido;
- Leila Raquel Camargo Feltrin, 24, foi morta a facadas pelo companheiro Wesley Samuel Schilling, 25, na manhã do dia 25 de janeiro, em Tramandaí. Ele foi preso;
- Uliana Teresinha Fagundes, 59, foi morta a tiros pelo ex-companheiro em Muitos Camões no dia 20 de janeiro. O suspeito fugiu após o crime;
- A adolescente Mirella dos Santos da Silva, 15, foi encontrada morta na casa do ex-companheiro, 25, em Sapucaia do Sul no dia 20 de janeiro, cerca de um dia após ser morta a facadas. Eduardo Albernaz da Silva confessou o crime e foi preso;
- Paula Gabriela Torres Pereira, foi morta a facadas enquanto esperava em uma parada de ônibus em Porto Alegre no dia 19 de janeiro. O suspeito preso é o ex-companheiro;
- Marinês Terezinha Schneider, 54, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, de quem tinha medida protetiva, no dia 18 de janeiro, em Santa Rosa. Ele se apresentou na Deam e foi preso;
- No mesmo dia, Josiane Natel Alves, 32, foi morta a facadas pelo ex-companheiro em Porto Alegre. Ele foi preso em flagrante;
- Letícia Foster Rodrigues, 37, foi encontrada morta no dia 13 de janeiro com um ferimento profundo no pescoço, crime cometido em Canguçu. Suspeitas apontavam para o companheiro, que foi preso;
- O ano começou com a morte da bombeiro civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, 31, morta a facadas no dia 3 de janeiro em Guaíba. O suspeito é o ex-companheiro, de 44 anos, preso em flagrante.
Denuncie
Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.
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